A decadência e o encanto do futebol bicampeão do mundo

A decadência e o encanto do futebol bicampeão do mundo

Como já sabemos, a primeira Copa do Mundo aconteceu no Uruguai em 1930. Para isso foi construído o Estádio Centenário, hoje com capacidade para 75 mil espectadores. O Uruguai sagrou-se campeão e depois conquistou o bicampeonato no Maracanã contra o Brasil.

No meu giro pelo Uruguai, aproveitei para acompanhar o futebol. São 16 clubes na Série A, sendo 11 de Montevidéo. O campeonato começa em Março. Nos meses de janeiro e fevereiro eles fazem torneios de verão. Assisti a alguns jogos da Copa Ricard, fabricante de chocolate e sucos.

São 6 clubes que estão competindo sendo 3 do Uruguai: Nacional, Penarol e Defensor, além do Deportivo Saprissa da Costa Rica, Olímpia do Paraguai e Vaduz do Principado de Liechtenstein, que disputa a Série B da Suíça. Nesse clube tem 2 brasileiros: Alessandro da Silva, meio campista e Gaspar, atacante e capitão.

Analisei bem os times uruguaios, inclusive o dérbi, chamado de “El Clasico” entre Nacional 3 X 0 Penarol. Os 2 jogando no 4-4-2, variando para o 4-3-1-2. Foi uma partida de chutões, passes errados e poucos arremates. Muita violência com vários cartões amarelos e uma expulsão já no primeiro tempo.

Nem a tradicional raça uruguaia eu vi, porque violência é diferente de raça. Faltou qualidade, aliás a mesma que está faltando no futebol brasileiro e também no argentino. É a decadência do futebol Sul Americano. A qualidade vai para o exterior muito cedo em troca de dólares e euros.

Mas e o encantamento? Ah, fica para a torcida de 50 mil, cantando o tempo todo, soltando fogos para o alto e com muita coreografia, fazendo um grande espetáculo. Tudo com muita disciplina. O que valeu mesmo foi esse show e o romantismo do Estádio Centenário. Agora o meu giro continua, mas em futebol.