Ah, se fosse a Votuporanguense...

Ah, se fosse a Votuporanguense...

Assistindo ao jogo Palmeiras e São Paulo, quando aconteceu o incidente com o spray de pimenta no intervalo , fiquei a imaginar qual seria a atitude dos dirigentes da Votuporanguense, fossem eles que estivessem ali no lugar dos homens do São Paulo. Sim, o pessoal de lá era profissional em reverter qualquer situação negativa. Com certeza, o fato se daria assim:

“Quero todo os jogadores, técnico, massagista e o médico deitados no gramado clamando por socorro”, gritaria Durvalino Comar, o presidente.

“Presidente, já mandei chamar todas as ambulâncias disponíveis na cidade”, diria Vilmiosney Aparecido Rigo.

Cadê o Paulo Soledade e o Massato Okimoto ? Perguntaria Carlos Márcio. Já foram providenciar vagas nos hospitais, responderia o Paulinho do Marabá.

Pedro Capadô, já chamei o Corpo de Bombeiros, acompanhe os homens na perícia que eu estou indo até a delegacia fazer o B.O., diria Dr. Bufulim.

Minutos depois entram as ambulâncias recolhendo os intoxicados. Logo chega o Corpo de Bombeiros… a Polícia corre para conter os torcedores… e, mais tarde, Jaime Gil, Leonildo Butignoli, Dr. João Poiani, Otávio Adami, Léo Comar, Orlando Bereta, reunidos, discutem o que mais precisa ser feito para “melar” a partida.

Só preciso de cópias do B.O., do resultado da perícia e a guias de internação dos atletas para correr o pessoal das rádios, jornais e Tvs., para pressionar a Federação, diria Juca Paes.

Estou certo que, fosse o pessoal da Votuporanguense os diretores do São Paulo , não haveria segundo tempo, o jogo seria anulado e o Estádio Parque Antártica, interditado. Acho que eles até lutariam para ganhar os pontos, completa Carlinhos Mainardi.

E a diretoria da Ponte, que sabemos não ser inexperiente, que não durma de touca, por que, do lado Palmeirense, só tem feras…

A propósito, lembro-me de uma partida entre Votuporanguense e Mirassol. O pessoal visitante apanhou tanto, mas tanto, que eles mal tinham pernas para aguentar o final da partida. No jogo de volta, o pessoal de Mirassol foi esperar a delegação da Votuporanguense e os torcedores (que não foram) na rodovia. Era para o time de Votuporanga nem entrar na cidade. Esperava-se por uma guerra com óbitos.

Sabe o que aconteceu ? O Dr. Otávio Viscardi, um dos maiores criminalistas que o interior já teve, a pedido do presidente Durvalino Comar, procurou o Dr. Maurício Goulart, deputado federal e dono da Rádio Independência de Rio Prêto e pediu a sua interferência junto ao Comando do Batalhão Policial, cuja sede era Rio Prêto, para que este fizesse o transporte dos jogadores até o Estádio do Mirassol. O transporte foi feito e os jogadores desceram dos camburões no centro do gramado. A torcida presente ficou perplexa com o que estava vendo.

Quando a outra parte da torcida, na rodovia, soube, pela Rádio Difussôra, que havia sido enganada, houve necessidade da presença de mais policiais de Rio Prêto para levar os torcedores até o estádio, sem que estes não agredissem pessoas e tão pouco viessem a danificar bens públicos. O jogo transcorreu normalmente e, na saída, ninguém sequer atreveu-se a jogar pedras nos camburões que levaram os jogadores da Votuporanguense de volta. Apenas Tarzan, um lutador de bóx da “Cidade Amiga” quiz encarar mas ficou nisso. Porém, dias depois, mirassolenses ainda irados, deram uma resposta forte. Em outras colunas volto ao assunto.