Fluminense imortaliza momento histórico para o Maracanã
Fluminense imortaliza momento histórico para o Maracanã
Como é lindo o Maracanã lotado.
Estádio Mario Filho…depois de tantas mudanças e tanta burocracia pode até não ser o maior do mundo, mas não há duvidas que é o mais romântico de todo o planeta.
Um estádio mágico, lindo e de muita história.
A noite de ontem nos proporcionou mais um capitulo nessa história de eventos maravilhosos e emocionantes.
Uma torcida diferenciada. Um povo que há exatos dez anos passava por uma realidade das mais tristes e cruéis em toda a sua história. Até por que, nestes momentos de glória, lembramos de tristezas que servem de referência para exaltar as conquistas. E naquele 6 de outubro de 1998, após o empate em 1×1 com o ABC em Natal o time caia para a Série C do Brasileiro. Se hoje essa competição já é uma várzea, imaginem há 10 anos. Foi um calvário. Uma vergonha que ninguém imagina a dor dessa cicatriz impregnada na alma de cada tricolor.
As coisas aconteceram ao longo dos anos…muitas coisas. Alegrias e tristezas.
São 106 anos de tradição e fidalguia daquele que instituiu o futebol no estado do Rio de Janeiro, estado que vive e respira este esporte como um combustível de fé, alegria, esperança e entrega social.
Foram mais de oitenta mil torcedores no Maracanã, alem de milhões e milhões espalhados em todo o planeta, se informando como podiam, torcendo, vibrando, chorando e se encantando nessa histórica vitória.
Cada bandeira, cada sinalizador iluminado, o pó de arroz que nos fez lembrarmos da época áurea do Maracanã e o torcedor. Ah torcedor… Torcedor que provou a sua diferença. Com amor e com vigor, para uma nação que gritou em emoção durante toda a partida.
Festa popular de pessoas que tiveram nesta noite um orgasmo na alma, explodido pela certeza de sua importância nos mais altos níveis de uma equipe.
Cada canto que ecoava se transformava em hino e combustível de motivação para essa torcida que presenciou a história do futebol passar diante de seus olhos em uma noite que somente o tempo nos dará sua importância para o futebol.
Noite em que homens comuns se tornavam imortais no coração e na história deste time centenário que como um Fênix ressurgiu e decolou. E como decolou.
Predestinação, trabalho, investimentos, garra, luta, técnica e outros fatores poderiam ser usados para descrevermos esse 04 de Junho de 2008, mas resumimos esta história com a palavra “coração”.
No sentido de mais puro e sincero que representa este órgão de fundamental importância para a sobrevivência de um individuo. O Fluminense teve coração, coração de amor, coração de dedicação, coração de respeito e de comprometimento por conseqüência de gratidão.
Coração Valente de Washington, o matador.
Coração frio de Dodô na decisão.
Coração dos adversários, com o argentino Conca, que esqueceu de sua pátria e como um carioca de ginga fácil bailou no Maraca Tricolor.
Coração de pai de Renato Gaúcho, um homem predestinado para vencer.
Coração de cada jogador que envolvidos no ideal de vitórias e conquistas que Oscar Cox, há mais de cem anos traçava para o tricolor se fez presente com absoluta maestria.
Coração quente e acolhedor dessa torcida que inflama, ama e encanta por onde passa.
Parabéns ao povo brasileiro que mesmo tão sofrido e desrespeitado a cada dia prova sua força e sua diferença para o mundo, com muita alegria e emoção…Emoção essa que o torcedor tricolor divide com qualquer outro torcedor que entenda que a festa do futebol,o amor e a exaltação pelo esporte superam qualquer rivalidade interna.
Parabéns Fluminense, time tantas vezes Campeão, assim como seu hino o descreve com precisão.
Sai fascinado do Maracanã, com a certeza que “o Fluminense me domina, eu tenho amor ao tricolor”.





































































































































