Administração de Marco Polo del Nero é degradante

Administração de Marco Polo del Nero é degradante

Campinas, SP, 28 (AFI) – A pretexto de manter “adiante” um governo itinerante, o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo del Nero, esteve segunda-feira em Santo André reunido com presidentes de clubes e Ligas de toda a região do ABC paulista. A reunião acabou marcada por alguns comentários, poucas críticas e muitos elogios entre os “agraciados” com honrarias da FPF.

Na realidade, a gestão Marco Polo tem avançado, a passo largos, como degradante para o futebol paulista. Os clubes estão sem rumo, sem estímulo, sem recursos e sem perspectivas. A Lei Pelé enterrou a principal fonte de receita dos clubes formadores e até agora nada foi feito de prático para mudá-la.

Os bingos, que renderam bons lucros às Ligas, foram maus usados e estão vetados pelo governo federal. E os dirigentes não sabem como explorar a Lei de Incentivo ao Esporte, muitas vezes até por falta de conhecimento da lei.

Do jeito que as coisas andam, rumo ao abismo, muitos clubes tradicionais do interior vão desaparecer. Atolados em dívidas, eles vão fechar suas portas. O melhor, é claro, seria reativá-los, porque a força da tradição seria de extrema utilidade para seu próprio fortalecimento.

Mas isso não interessa aos mandatários do futebol brasileiro, como Marco Polo del Nero, da FPF, e de Ricardo Teixeira, da CBF. Em São Paulo, Del Nero se preocupa apenas com os interesses dos grandes clubes. O futuro, na mente dele, é que São Paulo tenha bem menos clubes. Algo, talvez, em torno de 30 clubes profissionais. Os demais seriam bem fraquinhos, uma várzea melhorada.

Idem para Teixeira no Brasil, preocupado, no máximo, com os 40 clubes que integram as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, que são lucrativas graças à participação da Rede Globo. E a emissora do “Plim-Plim” não faz nada por amor, mas visando elevados lucros.

As imagens dos jogos transmitidos pela televisão são cada vez menos lucrativas aos clubes, enquanto rendem cada vez mais à Globo. Ela explora os canais aberto e fechado (pay-per-view), vende os jogos a dezenas de países e está aguardando o avanço da tecnologia tridimensional que vai colocar com clareza as imagens em equipamentos móveis, como o celular. Por isso, recentemente, a Globo se juntou à CBF para alijar a FBA (Futebol Brasil Associados) da frente dos clubes da Série B.

São bilhões de reais nos cofres globais. Plim-Plim! E o que sobra para os clubes? Boooom!!!

Santo André agiu bem
O presidente do Santo André, Ronan Maria Pinto (foto) agiu de maneira correta ao demitir o técnico Sérgio Guedes. Ele ainda não está adaptado às exigências empresariais necessárias dentro do futebol. E Guedes também precisa reavaliar alguns conceitos dentro do futebol, para não desperdiçar algumas chances valiosas que está tendo na carreira, como na Ponte Preta e no Santo André, clubes de frente no Interior paulista, que estão um degrau abaixo dos grandes.


Salários em atraso

Os dirigentes da Série B se dobraram à CBF e à Rede Globo na brigaItairMachado 0002 130 contra a FBA. Agora estão sentindo na pele o quanto é doloroso não ter recursos para pagar as suas despesas. E a diferença é que não têm para quem reclamar. Antes a FBA brigava contra os “poderosos”, como a CBF e a Globo. O Ipatinga, do presidente Itair Machado (foto), esteve com vencimentos atrasados, e o Paraná não paga direito de imagem aos seus jogadores em dia.