O Futebol Moderno Requer Novidades Criativas
O Futebol Moderno Requer Novidades Criativas
Campinas, SP, 21 (AFI) – No mundo futebolístico, os esquemas táticos passaram por várias fases. O WM, o 4-2-4, o 4-3-3, o 4-4-2 e suas variações, que prevalece na maioria dos times de hoje, e o que mais?
Desde o primeiro título mundial conquistado pelo Brasil em 1958 na Suécia com Gilmar, De Sordi e Bellline; Zito, Orlando e Nilton Santos; Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo até o pentacampeonato em 2002 na Coréia e Japão com Marcos, Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Roberto Carlos; Edmilson, Gilberto Silva, Kléberson e Rivaldo; Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, o futebol brasileiro inovou mais pela sua individualidade, do que pelo esquema tático.
Exceção com Parreira
Penso que o título do tetracampeonato em 1994 nos Estados Unidos foi exceção. Carlos Alberto Parreira, um grande estudioso do futebol
mundial, sabia que aquela Copa do Mundo seria de pouca técnica e que as seleções eram fracas.
Armou a Seleção Brasileira de forma defensiva, deixando apenas Bebeto e Romário na frente para tirarem proveito dos adversários, com as habilidades desses dois extraordinários atacantes. Tanto é que no jogo final, depois de um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, derrotamos a Itália, a grande Seleção Azurra, nos pênaltis com Baggio chutando para fora no último lance.
Mas a pergunta do início continua. E o que mais? Com essa loucura do dirigente brasileiro em demitir e contratar os treinadores apenas pelos resultados e não por projetos, eles, os treinadores não ousam. Querem os resultados de qualquer maneira para se manterem em seus cargos.
Exemplo na Série B Italiana
Dou um exemplo de ousadia e criatividade que eu vi na Itália, em um jogo da Série B. O time estava escalado no 4-3-3. Pensei que ele seria vulnerável, já que o adversário estava ano 4-4-2. Mas eis o que aconteceu durante a partida. Quando o time adversário tinha a posse da bola, alternadamente quem estava na ponta voltava na lateral, enquanto esse entrava pelo meio, fazendo uma linha de 5 zagueiros e uma de 4 no meio de campo. Sempre com 9 ou até 10 atrás da linha da bola.
Quando o time roubava a bola, imediatamente o 4-3-3 era formado e ia para o ataque em grande velocidade. Assim o time era bem defensivo sem a bola e bastante ofensivo com ela. No Brasil não é difícil armar um time para jogar assim porque temos os alas.
Além do bom preparo físico, os alas/pontas precisam ter uma boa velocidade, além de técnica e habilidade apuradas, qualidades que normalmente eles têm. A criatividade está conosco sempre. É só aflorá-la diariamente e coloca-la em prática para a melhoria do nosso futebol.





































































































































