Opinião Abner Luiz: O risco do ex-jogador
Opinião Abner Luiz: O risco do ex-jogador
Belém, PA, 26 (AFI) – A cada dia é mais comum ouvir e ver jogadores anunciando que vão começar uma carreira de treinador de futebol. Não era para ser nem um pouco difícil essa nova carreira, pois se trata de um profissional da bola que deixa o gramado, mas não deixa o esporte certo? Errado! Essa mudança é bem pior do que se imagina, claro que não para a totalidade dos ex-jogadores.O primeiro problema é o treinador que foi ídolo no time que ele vai trabalhar agora, principalmente em um clube que tem uma grande torcida na cidade ou no Brasil, pois a cada tropeço os críticos não vão respeitar o que um dia sentiram pelo atleta. O exemplo disso é o Zico que jamais aceitou treinar o Flamengo.
Se o ex-jogador parou rico, ou seja, com dinheiro na conta, admitir pouca estrutura mesmo precisando do espaço para trabalhar também vai ser um incomodo. Imagina a cena: Chegar de carro importado para trabalhar e ter que pegar uma “bajara” com o grupo para ir dar treino! Temos também a relação com a mídia, já que no passado ela o paparicava com matérias especiais, convites e mais convites e agora conviver com a crítica pelo trabalho que está iniciando não é nada bom. O eu venci e eles perderam vai dar problema.
Um comportamento muito comum na relação entre ex-atleta e agora treinador com um grupo de jogadores, é que pode ainda não está claro na cabeça do novo treinador que ele parou de jogar, que precisa passar rapidamente para o outro lado, o lado do líder que tem uma diretoria para obedecer que é a mesma que lhe paga o salário e lhe deu o emprego. A relação jogador para jogador é grandiosamente diferente de um treinador para o seu plantel. Um dos principais riscos desses listados aqui é a competitividade: Isso nada mais é do que aquele treinador que foi craque ganhou muitos títulos e dinheiro e compete com seus jogadores. Dentro do grupo vai ter jogador que inclusive é o ídolo atual que não aceitará e muito menos o treinador que foi ídolo do clube e que agora vai ver outro brilhar.
Na hora do treinamento mostrar como se faz, sem o devido limite do respeito, vai atrapalhar também. E dar emprego para um ex-companheiro que ainda não parou? Também é muito rotineiro no futebol.Até aqui não estamos tratando da parte técnica do treinamento e nem mesmo da tática adotada, levando em conta que nem sempre quem sabe fazer sabe ensinar, o ex-jogador também pode não ter o mesmo sucesso.
Com esse texto não quero dizer aqui que não é uma boa ter novos treinadores, gente que suava dentro de campo e que quer suar agora liderando um grupo, só é necessário rever tais posturas que acompanhamos no dia-a-dia para que a caminhada seja curta na nova tarefa dentro do futebol.
Quem sabe se não passamos a entender a conduta de alguns treinadores que estão trabalhando na sua cidade, no seu clube de coração e até na seleção brasileira!
Com essas linhas quem sabe não cai por terra que quem não jogou bola não pode comentar futebol! Mais esse tema vamos abordar depois.





































































































































