Fifa autoriza uso de grama sintética no futebol
Na Copa de 2014 nenhum estádio terá grama sintética

Rio de Janeiro, RJ, 01 (AFI) – Custo de manutenção reduzido, benefícios para o meio-ambiente e boa qualidade de espetáculo. Três motivos, que fazem com que a FIFA patrocine campos de grama sintética pelo mundo, como forma de divulgar o futebol. Nesta quarta-feira pela manhã, na Soccerex, a SoccerGrass promoveu o seminário “O gramado é sempre verde?”, que contou com a participação de Johannes Holzmuller, Group Leader FIFA Quality Concept, RicardoRocha, ex-jogador e hoje um dos organizadores do Showbol no Brasil, AméricoFaria, ex-administrador da CBF e atualmente consultor, Ícaro Moreno, presidenteda EMOP (empresa que cuida da reforma do Maracanã), e Alessandro Oliveira, CEOda Soccer Grass.
“Desde 2001 a FIFA procura aprimorar a qualidade dos campos de grama sintética e já testamos mais de 50 tipos diferentes de piso, em busca de parâmetros para oferecermos um espetáculo de bom nível. Contamos com a colaboração de universidades, que colaboram nesse trabalho para termos um produto que atenda às especificações para a prática do futebol profissional e também do amador”, disse Holzmuller. “Na África e na América do Sul a FIFA patrocina a construção de campos com grama sintética, com estimativa de retorno em 4 ou 5 anos. É excelente alternativa para escolas de futebol e serve como vitrine para clubes de menor investimento. O custo de manutenção é bem inferior ao da grama natural, mas exige cuidados para a qualidade não se perder”,acentuou o representante da FIFA.
Na Copa de 2014 nenhum estádio terá grama sintética. Ícaro Moreno lembrou ainda que a construção de arenas, como será o Maracanã, fazem com que engenheiros se aprimorem nos estudos extras para a definição da grama a ser utilizada, já que, com as coberturas maiores, para maior conforto do público, a área que permite a entrada da luz solar vai ser menor.
“Atualmente até na construção civil vemos madeira sintética, e um campo com grama sintética é uma alternativa bem interessante em novas construções. As arenas são estádios em que várias outras atividades são realizadas, e o cuidado com o gramado natural precisa ser extremo para não prejudicar jogos de futebol”, comenta. Holzmuller fez questão de salientar que nada tem a ver com a promoção da Copa do Mundo, pois ele trabalha em outro setor da FIFA, mas reconhece que nada impede que na Rússia, em 2018,algum estádio tenha grama sintética. “O maior estádio de lá é com grama sintética, até porque existe a questão climática, que interfere na grama natural. Faz sentido investir nesse tipo de piso, mas é importante tem o reconhecimento da FIFA na grama a ser utilizada”, ressaltou.
Para Américo Faria, os campos de grama sintética vêm para substituir os antigos campos de várzea no Brasil. “Sempre lutei para ter um campo com este piso no CT de Teresópolis, para a Seleção, e fico feliz de ver que agora isso é uma realidade”, destacou. “Com a grama sintética, o goleiro pode treinar sem se preocupar em desgastar aquele setor do campo, sem contar que a bola não provoca sustos, ao quicar em alguma irregularidade do gramado natural”, analisa.
Alessandro Oliveira garante que a Soccer Grass não está no mercado para substituir a grama natural. A empresa é a responsável pelo gramado de um dos campos do CT Joaquim Grava, do Corinthians, que tem a certificação da FIFA, e é quem cuida, também, do campo na Granja Comary, em parceria com a ACT Global Sports. “Ainda existe a idéia de que a grama sintética queima, mas a evolução nesse setor foi grande e procuramos cumprir as exigências da FIFA, com testes de quique da bola, tração e rotação, por exemplo. Lutamos por gramas sintéticas de qualidade no mercado, para que esse preconceito seja deixado de lado. O piso sintético é uma economia na irrigação, o que traz benefícios para o meio-ambiente também. É uma tendência natural do mercado e digo ser muito importante que a FIFA participe desse movimento, incrementando e fiscalizando, para termos produtos de qualidade que permitam um futebol cada vez mais atrativo”, completou o CEO da Soccer Grass.





































































































































