Empréstimos ilegais podem fazer time do Brasileirão ser desfiliado da CBF
Dirigentes tomaram dinheiro de bancos e colocaram patrimônio do clube como garantia
São Paulo, SP, 05 (AFI) – Dentro de campo, o momento da Portuguesa não é dos melhores. Ainda sem vencer no Brasileirão e vindo de uma disputa de Série A2, a Lusa tem problemas muito maiores para resolver fora das quatro linhas. O Banco Banif cobra uma dívida de quase R$ 50 milhões junto ao clube e pode fazer com que o time paulistano seja punido e até desfiliado da CBF. As denúncias foram divulgadas pela ESPN nesta quarta-feira.

A Portuguesa tornou comum a prática de empréstimo junto ao Banif, que era comandado por um dos conselheiros mais influente da Lusa, Julio Rodrigues, desde 2008. O presidente Manuel da Lupa (foto), sua esposa, Maria de Fátima Fernandes Ferreira e o ex-vice-presidente de futebol, Luís Iaúca, tomavam o dinheiro em seus nomes e repassaram à Lusa.
Como garantia dos empréstimos, os dirigentes deixaram a sede social do clube, avaliada em cerca de R$ 90 milhões, direitos econômicos de mais de 30 jogadores e contratos de TV e publicidade. Esta manobra utilizada pelos dirigentes é considerada de acordo com a Lei Pelé e pode complicar o futuro da equipe.
Segundo o conjunto de leis, a Portuguesa não poderia apresentar seu patrimônio como garantia para terceiros. Isto só poderia ser feito caso fosse aprovado pela assembleia-geral do clube. O Portal FI consultou conselheiros da Lusa que optaram por não serem identificados, que confirmaram que não houve reunião para avalisar os empréstimos.

A punição pela prática ilegal prevê censura, multa, suspensão, desfiliação e até desvinculação de entendidades esportivas. A Justiça Desportiva é quem decide qual será a pena ao clube. Além disto, o presidente Manuel da Lupa, no comando do clube desde 2005, pode ser destituído do cargo.
O Portal FI tentou contato com os dirigentes da Lusa. Manuel da Lupa e Luis Iaúca estavam com o celulares desligados. O único que atendeu as ligações foi Candinho, gerente de futebol, mas ele preferiu tentar enganar a reportagem dizendo que não era ele, mesmo sendo reconhecido pela voz e confirmado seu nome.
Sob nova direção, o Banif bloqueou os bens de da Lupa e Iaúca para garantir o pagamento, mas a dupla entrou na Justiça com um agravo de instrumento garantindo que os empréstimos eram exclusivamente da Lusa. Ele alegou que o clube não possuía ficha cadastral limpa para que não houvesse intervenções do Banco Central





































































































































