Brasil x Uruguai – O filme de 1950 vai se repetir?
A Seleção chega como favorita, mas não quer dar bobeira diante da Celeste
Belo Horizonte, MG, 25 (AFI) – Em 1950, o Brasil entrou no gramado do Maracanã como favorito diante do Uruguai para conquistar a Copa do Mundo, mas foi surpreendida e acabou ficando com o vice-campeonato. 63 anos depois, as duas seleções voltam a se enfrentar e é inevitável que o filme não passe na cabeça dos brasileiros. Nesta quarta-feira, a Seleção Brasileira enfrenta a Celeste, às 16 horas, no Estádio Mineirão, pela semifinal da Copa das Confederações. A expectativa é que um novo capítulo seja escrito nessa história!
As circunstâncias são mais ou menos parecidas com aquelas de 1950. Depois de três vitórias em três jogos pelo Grupo A, a Seleção Brasileira é apontada como uma das favoritas, principalmente pelo fato de contar com o apoio dos torcedores, que prometem lotar o Mineirão. Já o Uruguai estreou com derrota para a Espanha, mas venceu Taiti e Nigéria e terminou como segundo colocado do Grupo B, com seis pontos.
Crédito: Rodrigo Villalba
Não passou de ameaça!
Nesta terça-feira, o Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) exigiu garantias de segurança às autoridades para que a manifestação que está sendo organizada em Belo Horizonte aconteça sem maiores problemas. Por tudo isso, a partida entre Brasil e Uruguai correu o risco de ser adiada.
Um porta-voz do MP-MG divulgou à Agência EFE, que será exigido o “direito de protesto e que seja preservada a segurança dos manifestantes”. Caso a determinação não seja cumprida, o confronto corre o risco de ser suspenso.
O principal temor é de que haja novos confrontos violentos entre manifestantes e Polícia Militar. Como o prefeito de BH, Márcio Lacerda (PSB), declarou feriado municipal por conta do jogo, a expectativa é de que mais de 100 mil pessoas saiam às ruas para protestar contra os gastos exorbitantes da Copa do Mundo e contra corrupção.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta terça-feira que o governo federal tem um “plano assegurado” para manter a segurança nas cidades que sediam jogos da Copa das Confederações, apesar da programação de manifestações se estenderem ao longo da semana.
“Temos um plano assegurado que está sendo utilizado durante todo esse processo. Tudo isso já foi pensado previamente e não há por que alterar a rota que está sendo seguida”, afirmou o ministro, ao ser questionado se seria montado um esquema especial de segurança nessas cidades por causa das manifestações.
Força máxima!
Sem fazer mistério, o técnico Luiz Felipe Scolari confirmou nesta terça-feira a escalação da Seleção Brasileira para o jogo contra o Uruguai. A única novidade será o retorno de Paulinho, recuperado de uma lesão que o deixou fora da partida contra a Itália, ao meio-de-campo.
Crédito: Jefferson Bernardes/VIPCOMM“Eu quero ver amanhã a mesma equipe do início do torneio. Nós nunca sabemos qual problema pode acontecer no treinamento. Não acontecendo nada, vai ser aquela equipe que vem começando as partidas”, disse Felipão, confirmando que apenas alguma lesão de última hora pode alterar os seus planos.
Após a campanha 100% do Brasil na fase de grupos da Copa das Confederações, Felipão acredita que a seleção evoluiu desde a sua estreia – a derrota por 2 a 1 para a Inglaterra em amistoso disputado em fevereiro. “Temos uma equipe quase formada, uma tática praticamente definida. Os jogadores sabendo da importância de cada um, mesmo que não entrem, então avançamos bons passos em relação o jogo com a Inglaterra”, afirmou.
É possível
Um dos principais líderes do Uruguai, Diego Lugano aposta que a sua seleção tem condições de vencer o Brasil. Embora admita que seja uma vantagem o rival atuar em casa, o experiente zagueiro de 32 anos exalta o histórico do seu país na América do Sul e exibe confiança em um triunfo diante do time de Felipão.
“É evidente que, na América do Sul, Brasil e Argentina são os grandes, pela quantidade de jogadores e pela infraestrutura, mas, se olharmos os títulos, o Uruguai aparece com mais Copas Américas que os dois (rivais) e mais títulos olímpicos que os brasileiros. Apesar de ser óbvio que somos um país menor e temos que ganhar quatro vezes para que nossos títulos recebam a mesma repercussão que os deles”, ressaltou Lugano.

Na atividade, o técnico Oscar Tabárez comandou um trabalho de finalização seguido de treino tático, que confrontou duas equipes com número reduzido de jogadores: sete de um lado, seis do outro. Suárez, que entrou no segundo tempo contra o Taiti, treinou normalmente com bola enquanto os jogadores que foram titulares no domingo ficaram na academia.
A equipe não fará nenhum treino coletivo em Belo Horizonte, apenas o reconhecimento do gramado do Mineirão, onde será o jogo contra o Brasil. Assim, deverá ser mantida a dúvida no meio-campo. A imprensa uruguaia especula que Pérez, Arévalo Ríos, Gargano e González disputam três vagas, com Suárez jogando ao lado de Forlán e Cavani no ataque.





































































































































