Com zaga desastrosa, Brasil joga mal, mas vai à final. Veja as notas!
A Seleção continua apresentando alguns defeitos crônicos e Felipão insiste em não enxergar
Belo Horizonte, MG, 26 (AFI) – Apesar da atuação abaixo da média, sobretudo do setor ofensivo, a Seleção Brasileira se garantiu na final da Copa das Confederações. A vitória sobre o Uruguai, por 2 a 1, em Belo Horizonte, contudo, não esconde os diversos problemas apresentados pelo time de Luiz Felipe Scolari.
Foto: Rodrigo Villalba – AFIPara sorte do treinador, o goleiro Júlio César salvou no começo e o volante Paulinho e os atacantes Neymar e Fred vivem muitos iluminados. Mesmo apagados na maior parte do jogo, os três foram decisivos nos dois gols. A grande decepção foram as péssimas atuações dos zagueiros Thiago Silva e David Luiz.
Além das falhas da dupla de zaga, muitas foram as deficiências. Algumas delas crônicas, como a fraca saída de bola, a avenida nas costas de Marcelo e a má fase do meia Oscar, o que tem interferido no setor de criação. Felipão precisa acordar urgentemente.
Confira as notas do jogo:
Júlio César: Nota 7,0 – Não chegou a ser tão exigido. No entanto, fez uma defesa que valeu a vaga à final. Logo no início pegou um pênalti, cobrado por Forlán, que poderia ter alterado a história do jogo.
Daniel Alves: Nota 3,0 – Não é nem um rascunho do jogador que já brilhou no Barcelona. Tímido na maioria dos lances, limitou-se a maior parte do tempo à defesa. Quando subiu, errou muitos passes.
Thiago Silva: Nota 3,0 – Fez, talvez, sua pior partida com a camisa da Seleção Brasileira. Falhou feio no lance do gol uruguaio e comprometeu em vários lances. Precisa aprender a jogar feio quando necessário. Não é sempre que dá para sair tocando a bola.
David Luiz: Nota 2,0 – Partida desastrosa do zagueiro brasileiro. Logo no começo colocou Júlio César na fogueira em bola mal recuado. Fez um pênalti infantil em Lugano e falhou em vários lances.
Marcelo: Nota 4,0 – Teve algumas boas aparições no ataque, mas não conseguiu repetir o bom desempenho ofensivo dos últimos jogos. Na defesa, continua deixando muitos espaços.
Luiz Gustavo: Nota 3,0 – Manteve o baixo nível damaioria dos jogos anteriores. Não marcou e não fez as coberturas com eficiência, além de não ter contribuído na saída de bola com qualidade. Em suma, não fez nada.
Paulinho: Nota 6,0 – Mais uma vez o volante corintiano provou que tem estrela. Não fez nada em praticamente os 90 minutos, mas participou do primeiro gol e marcou o segundo. Em poucas palavras, foi decisivo.
Oscar: Nota 4,0 – Depois de passar desapercebido na primeira fase, o jogador até que apresentou uma melhora. Foi participativo, principalmente no primeiro tempo. No entanto, faltou ser mais efetivo e ajudar na criação. Jogou muito adiantado.
Hulk: Nota 3,0 – Até se esforçou, lutou, buscou o jogo. No entanto, somente isso não basta vestir a camisa amarelinha. Chegou a hora de Felipão pensar em uma alternativa, como a entrada de Hernanes para fortalecer o meio, melhorar a saída de bola e dar mais liberdade a Paulinho.
Neymar: Nota 6,0 – Não passou nem perto de encantar, como na primeira fase. Atuou muito longe do gol, não se movimentou como deveria e acabou se isolando dos companheiros. Entretanto, assim como Paulinho foi decisivo e participou dos dois gols.
Fred: Nota 6,0 – De novo foi um mero expectador na maioria do tempo. Isolado entre os zagueiros uruguaios quase não tocou na bola. Fez o que se espera de um camisa 9. Mas vai um puxão de orelha: Precisa ser mais participativo e encostar nos homens que chegam de trás.
Bernard: Nota 5,0 – Entrou bem melhor que Hulk, mostrando sua habilidade e se movimentando bastante. Colocou fogo logo que entrou, mas logo desapareceu
Hernanes: Nota 5,0 – Não teve muito tempo para mostrar serviço. Sua entrada melhora sensivelmente a qualidade do passe e da saída de bola. Sua entrada também dá mais liberdade a Paulinho. Passou da hora de virar titular na vaga de Hulk. Coincidentemente ou não, o gol de Paulinho saiu apos a entrada do jogador da Lazio.
Dante: Sem nota – Entrou no final na vaga de Neymar e não mudou muita coisa.
Felipão: Nota 3,0 – A Seleção até pode ter cara de um time e estar com um espírito competitivo, mas o Felipão precisa acordar para a vida. Já passou da hora de trocar Hulk por Hernanes. Além de melhorar o passe e a saída de bola, ele vai ganhar uma arma letal no ataque: a chegada de surpresa de Paulinho. Também precisa urgentemente acertar a cobertura ao lateral Marcelo. Por fim, precisa trabalhar a movimentação de Fred, que na maioria das vezes fica muito isolado.
Uruguai: Nota 6,0 – Dentro de suas limitações, fez seu melhor jogo no torneio. Mesmo com um time inferior tecnicamente, o Uruguai teve a chance de sair com a vitória. Se tivesse um pouco mais de qualidade no meio-campo, seu poderoso ataque poderia fazer a diferença.





































































































































