Série C: Presidente do Vila toma posse e decreta: "Não iremos contratar"

Acabar com as dívidas é a prioridade de Joás Abrantes

Goiânia, GO, 27 (AFI) – Se existe alguém que assumiu um clube de futebol na “fogueira”, esse é Joás Abrantes. O dirigente tomou posse nesta terça-feira da presidência executiva do Vila Nova, não perdeu tempo e já fez o seu primeiro decreto: com toda essa crise com salários e despesas atrasadas, o Tigre não terá condições financeiras de trazer nenhum reforço para esta sequência de Campeonato Brasileiro da Série C.

Durante esta semana, o Vila Nova teve a energia do Centro de Treinamento Onésio Brasileiro Alvarenga cortada, pelo atrasado de contas de seis meses. E não para por aí, o Tigre ainda deve para a empresa de água, onde estuda utilizar apenas o seu próprio poço, e aos seus empregados, que está incluído os jogadores.

Segundo o novo presidente, com essa situação complicada, o Vila Nova não pode pensar em contratar. O dirigente deixou a cargo de Newton Ferreira, que analisará com tempo possíveis reforços ao Tigre. Joás Abrantes ainda afirmou que o débito é muito grande, mas que tudo está sendo resolvido. Um exemplo é a energia elétrica, que teve três do seus seis meses, que a equipe devia, pagos.

Com a crise financeira, o Vila Nova rejeitou a contratação do ídolo Wando. O jogador não vem atuando em alto nível nos últimos anos e teve o acerto vetado pelo técnico Márcio Bittencourt, que afirmou que três jogadores poderiam chegar por empréstimo com a ajuda do Atlético-GO.

Felipe Brisola, Wando e Bruninho podem ser emprestados para o Vila para a disputa da Série C. O último pertence ao próprio Tigre e deve ser reintegrado. Caso o clube tenha condições de arcar com os empréstimos dos jogadores, Mátcio Bittencourt já afirmou que os utilizaria.