Sobrou burocracia e faltou improvisação para italianos e uruguaios

Jogo sem brilho na disputa do terceiro lugar

Não vou cair na obviedade de apenas citar que a Itália foi melhor no primeiro tempo, que o Uruguai aproveitou o cansado do adversário para dominar a partida no segundo tempo, e tampouco que na prorrogação ambos se arrastaram num jogo que terminou empatado por 2 a 2 no tempo normal e os italianos venceram por 3 a 2 na cobrança de pênaltis em Salvador (BA), neste domingo.

Meu foco é o futebol burocrático destas duas escolas, com raríssimas improvisações. Exceto uma ginga aceitável do atacante uruguaio Suárez, não observei um driblador por excelência entre aqueles que estavam em campo.

Vi dribles convencionais, quando o cara joga a bola do lado do adversário e parte na corrida. Foi notado também uma ou outra puxadinha pra enganar o marcador, etc, etc, etc.

Dribles que lembrassem o ex-são-paulino Denílson, pedaladas de Robinho ou entortadas de Newmar nem pensar.

Se falta improvisação, é preciso reconhecer a disposição tática das equipes e reconhecimento que jogadores como Suárez, Cavani, Diamanti e Giancherrini pegam bem na bola.

O Uruguai mostrou seu inconfundível estilo com três atacantes e a certeza que Furlan está na estrada da volta. Perdeu a força.

Já os italianos foram bem compactado, repetiram o bom domínio de bola e boa colocação em campo.

Apesar disso, quem se dispôs a assistir à partida descompromissadamente deve ter cochilado, principalmente quem se empanturrou no almoço da ‘mama’, porque o jogo foi realizado uma hora da tarde.