Faltou coragem para o treinador Ney Franco

Restou a lição que medalhões não podem ser paparicados

Se tem uma lição que o demitido treinador Ney Franco leva do São Paulo é de que o comandante não pode pipocar para boleiro de nome. Tá bem joga. Não tá legal banco ou nem se concentra.

E a coragem para barrar o goleiro Rogério Ceni, que há tempos tem falhado?

Ney jamais deveria ter sido bonzinho e complacente com o meia Paulo Henrique Ganso. Não tá rendendo? Não é jogador competitivo? Banco, ora.

E quando o presidente Juvenal Juvêncio falou pra quem quisesse ouvir que se aparecesse algum negócio para o atacante Luís Fabiano o São Paulo venderia os direitos econômicos, Ney deveria se juntar ao dirigente e cobrar peça de reposição no comando do ataque.

Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho, foi um treinador diferenciado porque, entre outras coisas, boleiro não era escalado só pelo nome.

Falcão, o Rei de Roma, foi recebido com festa pelo torcedor são-paulino, mas Cilinho logo notou que ele estava fora de forma. O que fez, então?

Banco. Pediu para o atleta se condicionar adequadamente para aí sim disputar a posição com o volante Márcio Araújo.

BATATA ASSOU

Por causa dessas acomodações com medalhões que Ney Franco foi sendo queimado em fogo brando até o dia em que batata assou pra valer.

E qual a inverdade falada pelo treinador após a derrota para o Corinthians por 2 a 1? Nenhuma. Ele é culpado dos caras errarem passes de um metro e meio?

Claro que não. Mas foi culpado ao contemporizar com medalhões.

Quem será o substituto? Será que o presidente Juvenal Juvêncio, que demitiu o treinador Muricy Ramalho, terá a iniciativa de contratá-lo?

Convenhamos que seria um contra-sendo. Até acho que o preferido do dirigente seja Paulo Autuori, que entrou em parafuso com aquele problemático elenco do Vasco.