Os principais problemas de lesões de tendões e musculares no inverno

Diagnostico e prognóstico com dr. Sidney Schapiro, ortopedista e traumatologista esportivo

Já estamos acostumados com correria do dia a dia, entre o trabalho, família, realização de esporte e momentos de lazer quando dá tempo. Mas como e quais cuidados os ginastas do asfalto, do supermercado e até os esportistas amadores.

São Paulo, SP, 10 (AFI) – Já estamos acostumados com correria do dia a dia, entre o trabalho, família, realização de esporte e momentos de lazer quando dá tempo. Mas como e quais cuidados os ginastas do asfalto, do supermercado e até os esportistas amadores devem ter para prevenir lesões musculares e tendões, principalmente no inverno?

Seguem as descrições e dicas do dr. Sidney Schapiro, ortopedista e traumatologista esportivo:

• Impacto fêmoro-acetabular (FAI). Muitas pessoas desconhecem esse nome, mas essa doença é mais comum do que imaginamos, principalmente nos jovens e atletas, com o problema que tirou tenista Guga das quadras.

“Esse impacto – atrito da cabeça femur com acetabu – com o tempo pode levar a um processo inflamatório no quadril, conseqüentemente a destruição da cartilagem até uma artrose severa local”, explica dr. Sidney Schapiro.

De acordo com o ortopedista e traumatologista esportivo, muitas vezes, o primeiro sintoma é uma dor no joelho ou na virilha e neste sentido, o diagnóstico precoce é essencial e uma vídeo artroscopia (procedimento minimamente invasivo) pode ser necessária para tratar esse impacto precocemente, levando desde diminuição da velocidade do desgaste dessa junta até a cura permanente.

• Lombalgia -De acordo com dr. Schapiro, as causas são diversas e a dor pode irradiar da coluna lombar até as pernas, com ou sem dormência. A má postura é um dos vilões desse problema, mas há casos mais graves como hérnia de disco e artrose, que devem ser avaliados por um médico, com exames de radiografia e boa conversa dos sintomas.

O especialista adverte que na crise aguda não se deve prescrever exercícios físicos, o repouso, boa alimentação, rica em cálcio e proteínas, são fundamentais, aliadas aos antiinflamatórios e analgésicos.

“Para não chegar nesta com cirurgias, por exemplo, sugiro não pegar leve no dia a dia: pesos excessivos, dormir com colchão adequado e praticar exercícios regularmente, inclusive os que protejam essa região lombar, como Pilates e funcionais direcionais para postura e equilíbrio corporal”, diz Sidney.

• Artrose:
reabilitação da terceira idade na vida social
Há três fases: leve, moderada e severa da artrose – um processo degenerativo ligado ou não a processos inflamatórios que levam a deformidades acompanhadas de dor e progressiva redução da função nas articulações. Em graus variados afeta a maior parte da população acima dos 60 anos, 100% os de 80 anos, e é um dos principais fatores de incapacidade física nos idosos.

“Temos que aliviar a dor e trazer a mobilidade para essa paciente, que quer ter sua vida de volta, ir ao supermercado, festas da família. A depressão causada pela incapacidade também abrevia a vida dessa pessoa”, enfatiza dr. Schapiro.

A artrose nos joelhos e quadris é limitante, pois carregam o peso do corpo. questionado sobre a etapa inicial, ele nos conta que uma série de atitudes e saber tratar o tempo da artrose para melhor qualidade de vida- meta essencial de todo os seus tratamentos. Uma análise completa é feita e só assim pode ser indicar, por exemplo, analgésicos, anti-inflamatórios, condroprotetores (protetores da cartilagem). Pequenas cirurgias como artroscopia, exercícios e PRP (Plasma Rico em Plaquetas).