Álvaro Negrão é chegado em holofotes

Presidente do Guarani exagera ao rotular Henan de craque

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A cada chegada de novo integrante ao elenco do futebol do Guarani lá está o presidente do clube, Álvaro Negrão, que se junta ao atleta para flash de fotógrafos e mira de cinegrafistas. Não bastasse isso, toma a palavra para fazer a apresentação e geralmente discursa se valendo da boa oratória.

É a vaidade típica de dirigente de futebol que se delicia com microfone de rádio. E perguntas que podem ser respondidas até monossilabicamente são esticadas didaticamente ou se enchendo lingüiça. É a postura de não se desperdiçar a oportunidade de falar bastante.

Como quem se estende na fala na maioria das vezes escorrega, Álvaro Negrão exagerou ao rotular o atacante Henan, apresentado nesta quinta-feira como reforço do elenco bugrino, como craque.

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Pode ser útil
Henan pode ser goleador e consequentemente útil ao Guarani na disputa de uma Série C do Campeonato Brasileiro, mas daí a ser rotulado de craque vai uma distância considerável. Ou União Barbarense, SEV-Hortolândia, Bragantino, Comercial, Atlético Paranaense e Red Bull não descobriram isso quando o atleta passou por essas agremiações?

São em circunstâncias como esta que a gente lembra da complementação do texto bem interpretado por antigo locutor comercial da propaganda de Freios Vargas: “E precisava de tudo isso?”.

A coletividade bugrina estava interessada em ouvir exclusivamente o atacante Henan. Conhecer sobre as características dele, histórico de gols, etc. Mas o dirigente não quis perder a oportunidade de compartilhar a entrevista.

Texto Budista cita que “quem se entrega à vaidade e não se entrega à meditação, com o tempo invejará aquele que se esforçou na meditação.

Também cabe reflexão à frase do pensador Mathias Aires:

“A vaidade é cheia de artifício e se ocupa em tirar de nossa vida e da nossa compreensão o verdadeiro ser das coisas”.