Confira a vitória do Guarani na visão de cronistas de Macaé
Profissionais da Rádio 101FM de Macaé torcem para o time da casa
Esta Série C do Campeonato Brasileiro faz a gente se virar nos trinta. Sem televisão, o jeito é improvisar uma maneira de contar a participação do Guarani na competição. E o jeito encontrado neste sábado foi retransmitir aquilo que disseram integrantes da Rádio 101FM de Macaé (RJ) na vitória do Bugre sobre o time da casa por 1 a 0.
Primeira constatação foi o bairrismo descarado. Tal como em Campinas e no interiorzão afora, a equipe torce demais para o time da casa. O diferencial do comentarista Fábio Baiano, o Fabão, é que torce mais não distorce.
Se lamentou as oportunidades desperdiçadas pelo Macaé, rasgou elogios à disciplina tática do time bugrino. “O Guarani conseguiu segurar o Macaé sem adotar o ferrolho defensivo. Organiza um jogo compactado e isso é futebol moderno. Esta proximidade dos jogadores favorece a marcação”.
O comentarista ainda destacou duas individualidades no Guarani. “Este meia Rossini é bom jogador e o Fumagalli é o homem da bola parada”.
Fabão não hesitou em caracterizar o futebol do atacante bugrino Nena de ‘horroroso’, mas completou o raciocínio mergulhado no habitual bairrismo de profissionais de rádio de interior de Estados. “Ele (Nenê) até saber fazer o pivô, mas graça a Deus está devendo”.
Evidente que o foco principal do comentário sobre o Macaé foi direcionar críticas ao treinador Gerson Andreolli por não escalar o atacante William desde o início e sobre buracos defensivos do time.
O comentarista Fabão pôde alongar nas observações ao final da partida, porque ao longo dela foi acionado quatro vezes, três no segundo tempo em decorrência de substituições.
Durante o primeiro tempo foi chamado apenas uma vez, aos 20 minutos, pelo narrador Gerson Luiz, cujo estilo se assemelha ao do radialista Mário Celso Sami, que passou pelo rádio de Campinas na década de 80.
Com certeza, comentaristas de Campinas ficariam com ‘cosquinha’ na garganta se fossem chamados apenas uma vez durante um tempo de jogo para contar a história da partida.
BOLINHA
Já o repórter Magno Renato da FM 101 de Macaé é um torcedor assumido que bem lembra o saudoso repórter Almeida Neto, o Bolinha, que ‘descobria’, em média, dois pênaltis favoráveis ao Guarani e não marcado pelos árbitros, porque de fato não existiam.
“Até agora não me conformo com o gol perdido pelo jogador do Macaé (Cléber Carioca)”, opinou Renato dois minutos após o mesmo lance em que havia cobrado marcação de pênalti, que provavelmente só ele viu.
No final da partida, ao entrevistar o autor do gol bugrino, Laionel, o repórter Magno Renato fez questão de parabenizá-lo, contudo emendou: “Temos que falar da sorte que vocês deram também”.
Na resposta, Laionel citou que o estilo de jogo do Guarani é evitar que o adversário faça gol e reafirmou que o seu time é montado para jogar por uma bola visando à vitória.
Se Laionel foi incisivo na proposta do Guarani, o goleiro Juliano, em entrevista à rádio de Macaé durante o intervalo, fez questão de valorizar o time da casa. “O Macaé é um time bom. Temos que ter cuidado, senão a gente sai com derrota daqui”.
Exagero ou não de Juliano, o Guarani teve o devido cuidado e ganhou a primeira partida fora de casa nesta Série C.





































































































































