Blog do Ari: Djalma Santos, que jogador! Descanse em paz
Saiba um pouco mais do lateral bicampeão mundial que morreu nesta terça-feira aos 84 anos
No dia quatro de abril de 2008 republiquei em dezenas de veículos de comunicação do país homenagem ao lateral-direito Djalma Santos, morto nesta terça-feira em Uberaba.
No dia quatro de abril de 2008 republiquei em dezenas de veículos de comunicação do país homenagem ao lateral-direito Djalma Santos, morto nesta terça-feira em Uberaba. As informações sobre período de internação em Uberaba e morte você encontra num canto do portal. Nesta tribuna, cabe a lembrança de um baita jogador.
Já não há lateral-direito como antigamente – esbraveja um torcedor anônimo, no estádio do Morumbi, inconformado de ver tantos erros de cruzamentos do jogador de seu time.

Os laterais chegam hoje ao fundo do campo com mais facilidade, mas raramente se vê o cruzamento com efeito, pra trás, que pega o atacante de frente para o gol e o zagueiro na linha paralela da bola.
No futebol moderno, a expressão ‘lateral’ está ultrapassada. Convenciona-se chamar quem corre pelas beiradas do campo de ‘ala’, descompromissado com a atribuição de marcar, até porque já não existem mais pontas.
Bons tempos, entretanto, quando a primeira obrigação do lateral era marcar e, com a bola nos pés, sabia distribui-la corretamente. E o capixaba Djalma Santos, ex-Palmeiras, se encaixava rigorosamente neste perfil.
PORTUGUESA
Ele era do tempo em que a Portuguesa não conseguia fugir do assédio dos grandes clubes da Capital e vendia os passes de seus astros para os concorrentes. Djalma, Zé Maria, Servílio, Leivinha, Ditão, Marinho Perez e tantos outros desabrocharam no Canindé.
Djalma Santos registrou o invejável histórico de 113 jogos na Seleção Brasileira. Foi campeão mundial em 1958, e quatro anos depois deixou na reserva o ex-tricolor das Laranjeiras Jair Marinho (que passou, também, pela Portuguesa), na Copa do Mundo do Chile. E a trajetória no selecionado canarinho se estender até 1966, quando travou boa briga com Fidélis (ex-Bangu), para conquistar camisa titular na Copa da Inglaterra. Como se vê, concorrente da posição tinha que ‘esquentar’ o banco.
E esta situação só começou a se reverter no final da década de 60, quando o esperto Eurico estava pronto para entrar no time palmeirense. E quem pensou que aquele veterano lateral de cabeça arredondada fosse pendurar as chuteiras se enganou.
Do Palmeiras ficaram boas lembranças dos tempos de ‘academia do futebol’, jogando numa defesa com Djalma Dias, Valdemar Carabina e Ferrari. Posteriormente entendeu que ainda tinha lenha pra queimar e fez questão de provar isso no Atlético Paranaense, que montou um time de medalhões.
ZAGUEIRO
No rubro-negro do Paraná, Djalma jogou um ano ao lado do lendário zagueiro Belini. E quando seu companheiro parou, ele se aventurou no miolo de zaga, e a experiência compensou a estatura só razoável para a posição.
Aos 42 anos de idade, com a perna já ‘enferrujada’, parou. E aquela longevidade só é superada, entre ex-palmeirenses, por Luiz Pereira, que aos 43 anos, pelo São Bernardo, correu atrás da molecada.
Em 2008, perto dos 80 anos de idade, Djalma ainda vestia calção e ensinava a molecada de Uberaba, em sua escolinha de futebol, os segredos da bola.
Isso só no período da manhã. À tarde preferia cuidar dos bichos de sua fazenda, naquele município mineiro.





































































































































