CBF decreta luto oficial de três dias por morte de Djalma Santos

Djalma Santos foi sepultado no Cemitério São João Baptista, em Uberaba, Minas Gerais

Rio de Janeiro, RJ, 24 (AFI) – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota, nesta quinta-feira, decretando luto oficial de três dias pela morte do ex-jogador Djalma Santos. Ele faleceu na noite da última terça, vítima de uma pneumonia grave e instabilidade hemodinâmica culminando com parada cardiorrespiratória.

Por isso, todas as partidas organizadas pela entidade receberá um minuto de silêncio. Aliás, outras entidades, como a Federação Paulista de Futebol (FPF) tomaram a mesma medida. Os jogos da Copa Paulista – que dá vaga na Copa do Brasil de 2014 – respeitaram a ordem.

Presidente da CBF, Marin lamentou a morte de um ídolo de várias gerações de torcedores brasileiros, um jogador respeitado em todo o mundo pela brilhante carreira que construiu.

“O futebol brasileiro perdeu um de seus ídolos. Djalma Santos era um jogador admirável, que todas as torcidas gostavam, pela categoria do seu futebol, mas também pela disciplina e lealdade. Tive o privilégio de vê-lo jogar muitas vezes. Lamento profundamente a sua morte e envio meus sentimentos a toda a sua família”.

Djalma Santos foi sepultado no Cemitério São João Baptista, em Uberaba, Minas Gerais.

Mais de Djalma Santos
Djalma (que se chamava Dejalma) começou a carreira na Portuguesa, clube pelo qual conquistou duas vezes o Torneio Rio-São Paulo, em 1952 e 1955. Até hoje é o segundo jogador que mais vestiu a camisa lusitana.

Em 1959, já campeão do mundo com a seleção, se transferiu para o Palmeiras, onde marcou época, tendo atuado em 498 partidas (295 vitórias, 105 empates e 98 derrotas) e anotado dez gols. Conquistou o Campeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966, a Taça Brasil de 1960 e 1967, o Torneio Rio-São Paulo de 1965 e Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967.

Depois de quase 10 anos no Palestra Itália, encerrou a carreira no Atlético-PR, onde jogou por mais quatro anos, até os 42. O jogador, em mais de duas décadas jogando, nunca foi expulso de campo. Pela seleção, atuou em 110 partidas, tendo participado também das Copas de 1954 e 1966.