Movimento #ForçaAranha ganha apoio após internação de ex-goleiro por covid-19

Segundo o agente do ex-jogador, Jurandir José Pereira Martins, Aranha está evoluindo bem desde que foi internado no sábado

Segundo o agente do ex-jogador, Jurandir José Pereira Martins, Aranha está evoluindo bem desde que foi internado no sábado

Campinas, SP, 11 – A internação do ex-goleiro Aranha na UTI no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG), por complicações da covid-19, está mobilizando torcedores, fãs e os clubes pelos quais ele passou. Ponte Preta, Santos e Atlético-MG apoiam a hashtag #ForçaAranha nas redes sociais. A mulher do ex-goleiro, Juliana Aquino, pede orações. “Peço oração, o Aranha é guerreiro, tenho muita fé que logo ele vai estar em casa de volta”, disse Juliana.

Segundo o agente do ex-jogador, Jurandir José Pereira Martins, Aranha está evoluindo bem desde que foi internado no sábado, 5. O atleta de 40 anos não precisou ser intubado, mas a fisioterapia respiratória foi intensificada. Os pulmões apresentam 50% de comprometimento. As informações sobre o estado de saúde serão atualizadas no final da tarde desta sexta-feira, 11.

CARREIRA
Aranha teve carreira marcante no futebol brasileiro, dentro e fora de campo. Pelo Santos, o goleiro conquistou a Libertadores de 2011 e a Recopa Sul-Americana, em 2012. Em 2015, conquistou a Copa do Brasil pelo Palmeiras, antes de encerrar sua trajetória no Avaí, três anos depois.

Movimento #ForçaAranha ganha apoio após internação de ex-goleiro por covid-19

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Mário Lúcio Duarte Costa ficou marcado como vítima de um dos casos de maior repercussão de racismo no futebol brasileiro. Na Arena do Grêmio, em 2014, quando defendia o Santos, o goleiro foi alvo de ofensas racistas por parte de torcedores do tricolor gaúcho em um jogo da Copa do Brasil. O caso tomou proporção nacional, e o Grêmio acabou excluído do torneio.

Os quatro torcedores acusados de racismo – Patricia Moreira, Eder Braga, Fernando Ascal e Ricardo Rychter – tiveram de comparecer a uma delegacia, por 10 meses, nos dias de jogos do Grêmio, dentro ou fora de Porto Alegre. Os quatro só podiam deixar a delegacia um hora após o término da partida.

Aranha se tornou uma das principais vozes da luta contra a discriminação racial, convidado com frequência para dar palestras em escolas e instituições federais. “Acabei abrindo mão da minha carreira por conta dessa situação. Normalmente, eu não atendo programas esportivos. Não vou porque vão dizer que estou usando o tema para me promover. É uma inversão”, afirmou o ex-goleiro em entrevista exclusiva.

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