2007: um ano para não ser esquecido

2007: um ano para não ser esquecido

Chegamos a mais um término de ano. Com ele aproveitamos para fazer as devidas reflexões do que conseguimos ou não. A grande certeza é que tentamos fazer o melhor para a maioria (coletivo) e não para a minoria (individual).

Começaremos o ano cheio de atividades, pois recebemos convites para participar de várias pré-temporadas (Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas). Agradecemos a todos, mas evidentemente não será possível estar presente em todas ao mesmo tempo.

Aproveito a oportunidade para conclamar os instrutores formados pela Fifa que coloquem em prática tudo o que a entidade máxima nos disponibilizou. São 38 Instrutores que, espalhados pelo País, terão a missão de aproximar os critérios e não inventar regras.

O ano novo chega muito rapidamente. Que os presidentes de comissões continuem o trabalho na busca pela melhoria e na preparação dos árbitros para a competição nacional, que dura 8 meses e sempre é uma das mais disputadas do Brasil.

Informo ter participado da reunião com os 10 presidentes de comissões nacionais da América do Sul, entre os dias 18 e 20 dezembro. Lá, sob a presidência de Carlos Alárcon e com a presença de personalidades importante da arbitragem (Romo, Loustou, Guerreiro, Armando Marques, etc.), reiteram-se algumas orientações para os árbitros, como, por exemplo:
a) exigir mais dos árbitros nas avaliações físicas;
b) proibir, de forma terminante, os árbitros de darem entrevistas sobre questões técnicas e disciplinares. Os que não cumprirem tal determinação deverão ser afastados;
c) Solicitar aumento nas taxas das competições sul-americanas;
d) elevar a comunicação entre os presidentes.

Foi muito proveitosa a reunião e depois participamos do sorteio dos grupos da Libertadores, seguido de um solene jantar.

Os representantes da FIFA fizeram um resumo técnico dos árbitros internacionais sob sua jurisdição e os presidentes das comissões fizeram as suas considerações.

De nossa parte, encaminhamos o currículo dos árbitros que atuaram nas competições nacionais em 2007, a fim de que se possa acompanhar melhor a evolução de cada um.

A Fifa também já divulgou o nome dos 10 árbitros que serão trabalhados, com vistas à Copa do Mundo/2010. Os designados serão convocados para uma fase de treinamento, na Espanha, a partir de fevereiro.

Parabenizo a assistente Maria Eliza Correia Barbosa (FIFA/SP) por sua indicação para o Sul-Americano Sub-17, no Chile. Ela deverá embarcar no início de janeiro. Dentre as árbitras brasileiras é a que detém o maior número de jogos no futebol brasileiro e a escolha feita pela Conmebol baseou-se neste elevado currículo de acertos e regularidade. Boa sorte!

Aos que estão buscando o espaço, apenas uma dica: não desistam nunca! Quando menos esperamos, somos chamados e devemos estar preparados.

Caso possamos colocar em prática os projetos iniciados em 2006 sob a batuta de Édson Rezende, trabalharemos no ranking da arbitragem, ouvindo vários companheiros do meio e também de fora para que possamos chegar a uma conclusão que atinja em cheio a necessidade do futebol.

Vamos valorizar o que já está dando certo e agregar valores como, por exemplo, considerar o histórico dos árbitros.

Como temos os números de atuações dos árbitros nos últimos cinco anos, podemos utilizá-lo, pois se trata de um histórico respeitável. A idéia (aberta a sugestões) seria somar 1.0 ponto por atuações na Copa do Brasil e na Série A do Campeonato Brasileiro; 0.8 para jogos na Série B e 0.6 para Série C.
Exemplo: um árbitro com 100 atuações na Série A e na Copa do Brasil e outras 100 na Série B somaria 180 pontos a serem agregados à sua média.

Claro que estamos aperfeiçoando esta proposta, mas contamos com a participação de todos. Fica aberto a qualquer interessado (qualquer pessoa mesmo) que desejar enviar suas sugestões. Conto com a ativa participação para que evitemos distorções quando do momento da redação final do documento.

Um árbitro Fifa percorreu um caminho e os demais, para chegarem lá, devem fazer o mesmo, sob pena de continuarmos descobrindo valores sem dar a eles a base necessária. E todos sabemos que um edifício sem um bom alicerce pode ruir a qualquer momento.

De minha parte, independentemente do que venha a ocorrer, sinto muito orgulho do trabalho desenvolvido na Comissão Nacional de Árbitros, pois todas as medidas possíveis foram feitas para a melhoria da qualidade. Ainda falta muito, admito, mas os cursos com os emergentes e com os instrutores, além da criação do comitê de avaliação física, serão importantes para o futuro da arbitragem.

Aliás, o calendário das avaliações físicas dos árbitros da Renaf, bem como a minuta da regulamentação de acesso ao quadro, foram enviados no início de dezembro aos presidentes de comissões e continham importantes informações para o acesso à CBF.

Agradeço ao presidente Ricardo Teixeira pelo incondicional apoio; ao ex-presidente Édson Rezende, pela indicação de nosso nome; ao presidente Marco Polo, pela possibilidade que tem dado à melhoria da arbitragem e, claro, aos árbitros e assistentes, que demonstraram que a arbitragem brasileira merece o respeito e o reconhecimento geral.

Daqui a alguns anos, quando olharmos para este – já inesquecível – 2007, teremos a certeza de que os resultados do campo de jogo, como sempre deve ser, foram respeitados. E isto, com certeza, ninguém vai poder tirar.
Feliz 2008!!!

Institucionais
Estamos em fase conclusiva da reestruturação do SAFESP. Muitas reformulações serão feitas em virtude da chegada da tão sonhada Cooperativa dos Árbitros. Os benefícios serão conduzidos pela mesma e o SAFESP irá trabalhar na sua essência. Aliás, reitero que a Cooperativa é uma entidade totalmente diferente do Sindicato, pois justamente por sua forma cooperativa, depende e muito da participação de todos. Ao final de cada ano, os cooperados serão responsáveis pelos lucros e pelos déficits. Se der lucro, todos ganham. Se não der, os que nela estão inseridos têm a responsabilidade de cobrir o prejuízo.

Ranking FPF
Já está disponível o ranking da FPF e, claro, aberto a elogios e reclamações. Lembro que todos tiveram a oportunidade de enviar as sugestões, mas poucos o fizeram. A Comissão trabalha com os meios disponíveis e com seriedade. É apenas o segundo ano desta nova fase e precisamos continuar apoiando e auxiliando com idéias, a fim de que nos aproximemos cada vez mais rápido da perfeição. É assim que a humanidade evolui: mantém o que está correto e aperfeiçoa o que não está adequado. Não queiramos que tudo se resolva da noite para o dia. Leva-se tempo.

Parabenizamos os que tiveram o acesso, alguns inclusive retornando a uma categoria a que já pertenceram. O tempo, como afirmei na coluna anterior, é o senhor da razão. Lembro que alguns tiveram oportunidades, mas não se firmaram. Terão agora nova chance de demonstrar que estão prontos. Aos que deixaram a categoria, não esmoreçam. Vejam qual foi a falha e corrijam rapidamente, pois a carreira voa.

Contribuição 2008
Em reunião de diretoria ocorrida em 17/12, aprovou-se pela manutenção dos valores anuais, com desconto para os que puderem quitar até março. Maiores detalhes na secretaria. Os que deixarem o quadro social deverão recolher um valor que será estipulado, em conformidade com a legislação sindical.

ANAF
Solicitamos aos árbitros da Relação Nacional que entrem em contato com a entidade nacional através da Sra. Sônia sobre assuntos de seu interesse.

Lista Telefônica e Carteira Social
Já estão na gráfica. Aguardem.