Juizão favorece Guarani ao ignorar pênalti favorável à Ponte Preta
Time pontepretano teve performance melhor no 2º tempo, quando contou com equívocos de Louzer
Juizão favorece Guarani ao ignorar pênalti favorável à Ponte Preta
Erro crasso do árbitro do Rio de Janeiro Grazianni Maciel Rocha tirou a possibilidade de a Ponte Preta sair com vitória no dérbi campineiro da tarde-noite deste sábado no Estádio Moisés Lucarelli, em partida que terminou empatada sem gols.
Depois de o zagueiro bugrino Fabrício Carioca perder a bola, o atacante pontepretano André Luís aproveitou a sobra aos 32 minutos, e foi calçado visivelmente pelo zagueiro Ferreira, do Guarani, dentro da área.

Lance indiscutível, mas o juizão ignorou o pênalti e prejudicou a Ponte Preta.
Conta contra a Ponte Preta, também, imprecisão do atacante Júnior Santos em duas finalizações.
Ainda no primeiro tempo, aos 18 minutos, em bola mal interceptada por Fabrício, ele pegou o rebote e a chutou em cima do goleiro Agenor.
Aos 39 minutos do segundo tempo, após erro de Ferreira, o pontepretano ficou na cara do gol, após se desvencilhar de Agenor, mas o chute foi fraco, possibilitando recuperação de Ferreira, que interceptou e cedeu escanteio.
Outra real oportunidade da Ponte foi em desvio de cabeça de André Luís, aos 18 minutos do segundo tempo, quando, aí sim, Agenor praticou defesa de destaque no canto direito.
Considerando-se que o Guarani ameaçou apenas por duas vezes – uma em cada período – pode-se assegurar que saiu favorecido com o empate.
Na típica jogada de cortar por dentro e arriscar o chute de canhota, o atacante Matheus Oliveira exigiu defesa primorosa do goleiro Ivan, que repetiu precisão nos minutos finais do segundo tempo, ao dividir bola com o atacante Bruno Xavier e evitar o gol.
Esses lances capitais salvaram um jogo truncado, com excesso de faltas, conforme a competitividade esperada em dérbi.
DESGASTE DO GUARANI
O Guarani teve desgaste físico maior, a partir da metade do segundo tempo, porque os seus meias Rafael Longuine e Jefferson Nem, além do atacante Matheus Oliveira – que ajudava na recomposição -, já se arrastavam em campo.
Problema é que as alterações feitas pelo treinador Umberto Louzer foram equivocadas.
Faltou-lhe percepção de que o seu time estava perdendo rebotes defensivos, e isso provocava sobrecarga aos volantes Willian Oliveira e Ricardinho.
Em vez de colocar jogador de marcação para ocupação daquele espaço no meio de campo, fez opção por atacante, caso de Bruno Xavier, ignorando que sem ajuste do setor a bola não chega trabalhada ao ataque.
FERREIRA
Desarrumação geral do Guarani ocorreu quando Louzer errou na estratégia sobre quem deveria substituir o lateral-esquerdo Pará, aos 20 minutos do segundo tempo.
Pará jogou mal e correu risco de expulsão ainda no primeiro tempo por abuso de violência. Por sorte contou com complacência da arbitragem.
Compreende-se a preocupação de Louzer com a bola aérea ofensiva da Ponte, mas o convívio diário com o zagueiro Ferreira deveria mostrar-lhe a clara dimensão de que Ferreira está fora de forma, e quase compromete.
E ao deslocar Fabrício para a lateral-esquerda, igualmente não calculou a dificuldade para que ele acompanhasse as arrancadas de André Luís.
NATHAN
A exemplo do caso Pará, o juizão deixou de mostrar cartão vermelho para o inseguro volante pontepretano Nathan, fato que obrigou mudança no intervalo por precaução. Ele deu lugar para Bruno Ramires.
No geral, a Ponte se valeu de forte marcação em seu meio de campo para minar a criatividade do Guarani. E apostou na lucidez de André Luís, caçado o jogo inteiro.
Mais uma vez errou o treinador João Brigatti ao isolar o atacante Hyuri pelo lado esquerdo, portanto neutralizado.
O tempo que ele jogou só foi justificado para evitar descidas do lateral-direito Kevin, coadjuvante de jogadas ofensivas do Guarani pelo lado direito
BARCELOS
Está claro que Danilo Barcelos está desconectado com o time pontepretano. Até em cobrança de falta no chão, sem ângulo, considere que a defesa de Agenor foi normal. No mais, sucessivos erros na tentativa de alongar a bola.
Portanto, pelo equilíbrio no primeiro tempo e melhor performance da Ponte após o intervalo, pode-se assegurar que esteve mais próxima de conquistar vitória neste dérbi.





































































































































