​Ex-jogador Jamelli vai sair do futebol, mas quer lutar pelo esporte

Jamelli quer ser Deputado Estadual pelo PC do B e na Câmara brigar pelos jogadores que não compõem a elite do futebol

O ex jogador de São Paulo e Santos, Jamelli, vai tentar uma nova profissão na vida. O ex-jogador quer lutar pelos companheiros na Câmara Estadual, pelo PC do B, em São Paulo.

São Paulo, SP, 02 (AFI) – A disputa política no Brasil terá um domingo importante, trocando os tradicionais jogos de futebol pela briga nas urnas. E muitos dirigentes e ex-jogadores vão também estar nesta luta. Um deles é o ex-jogador de São Paulo e Santos, Jamelli, vai tentar uma nova profissão na vida.

Sonhando com dias melhores para a categoria a qual pertenceu por duas décadas, o ex-jogador quer lutar pelos companheiros na Câmara Estadual, pelo PC do B, em São Paulo, com vários tópicos que dão consistência à sua plataforma partidária. Veja abaixo o que pretende Jamelli se for eleito à Deputado Estadual.

“Acho que o homem é um ser político. E nós jogadores continuamos desamparados. Por isso, acho que ganhar uma cadeira na Assembléia Legislativa pode ser um caminho ou um passo para tentar defender os interesses de ex-jogadores, do futebol em si e também de outros esportes. Uma juventude sadia, dentro do esporte, vai criar homens de bem e de sucesso”, comentou Jamelli.

Plataforma Político Eleitoral #É PRA JÁ

A. Aposentadoria para Atletas;
Iniciar uma discussão sobre o futuro dos atletas que não conseguem espaço na elite do futebol. O mesmo se aplica a atletas de esportes de alto rendimento mas que não remuneram seus profissionais com cifras astronômicas.

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B. Incentivar a transparência e a democratização das gestões das entidades esportivas;

É muito difícil a vida dos clubes no futebol moderno. Movimentos como o “Bom Senso Futebol Clube”, evidenciam os problemas e os conflitos entre os diferentes interesses financeiros que concorrem no futebol de elite. Não são menores, por outro lado, os problemas dos Clubes formadores e dos clubes sociais, que vivem com dificuldades administrativas, financeiras e de recursos humanos especializados. Esse cenário tem resultado em altos valores dos ingressos, promovendo certa elitização do futebol e afastando os trabalhadores e a juventude dos estádios.

C. Combate à elitização do futebol;
Debater formas de sustentar as grandes arenas sem cobrar ingressos proibitivos e que mantenham os trabalhadores e a juventude fora dos estádios.

D. Ampliação do Orçamento Público Estadual destinado ao Esporte;
O Estado de São Paulo tem muitos problemas e o baixo investimento no Esporte é um deles. Os equipamentos de Esporte educacional estão sucateados, especialmente nas escolas de periferia. Da mesma forma o futebol amador ou ‘de várzea’, perde espaço para a especulação imobiliária por não receber atenção estatal. Isso precisa mudar e tem que ser pra já!

E. Atenção e Incentivo ao Esporte Educacional;
O esporte educacional tem dois lados importantes: a iniciação esportiva e a integração social. Nas escolas, a falta de recursos faz com que as aulas de Educação Física, boa parte das vezes, seja uma bola ‘pra gastar energia da molecada’. Essa falta de incentivo faz com que não sejam revelados potenciais atletas de outros esportes. Também é importante destacar o papel dos Jogos Universitários como instrumento de competição amadora e integração social. Esses eventos só encontram obstáculos e nenhum incentivo por parte do Governo. Isso também precisa mudar.

Jamelli tem corrido atrás da nova opção de vida que escolheu para ajudar os jogadores de futebol - Divulgação

Jamelli tem corrido atrás da nova opção de vida que escolheu para ajudar os jogadores de futebol

F. Apoio ao esporte paraolímpico;
Ao destacar o esporte como ferramenta de inclusão social, defender mais investimentos no esporte como ferramenta de inserção e recuperação de pessoas com deficiência física.

G. Segurança nos estádios e entorno;
O Brasil, diferentemente da experiência europeia (bem conhecida por Jamelli!), optou por criminalizar a Torcida enquanto instituição ao invés de identificar e punir os culpados. As Torcidas precisam de apoio para se livrar dos bandidos que atuam sob suas bandeiras e voltar a encher os estádios de alegria. Outros problemas continuam impedindo o pleno usufruto da vivência como torcedor em nome de uma segurança que não veio, como ‘flanelinhas’ que ficam no entorno dos estádios; falta de transporte coletivo, especialmente ao fim dos jogos noturnos; proibição de venda de bebidas nos estádios; melhor controle de acesso e eliminação dos ‘cambistas’.

H. Combate à corrupção, independente de partido e cargo político;
Para acabar com esse mal, a resposta é mais política e não menos. É falsa a saída, apontada por alguns, que a corrupção encontra solução nos regimes de exceção. As pessoas comuns precisam se apropriar mais dos instrumentos de participação e fiscalização, dos mecanismos de transparência, dos espaços de participação. Só assim, com mais participação política, é que combateremos, de forma eficaz, a corrupção na vida pública.