​Ex-jogador da dupla Grenal revela desejo de treinar uma equipe no Brasil

Último trabalho do comandante paraguaio foi no EC Pelotas em 2019

Último trabalho do comandante paraguaio foi no EC Pelotas em 2019

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Caxias do Sul, SP, 09 (AFI) – Há mais de um ano sem treinar um clube, o técnico Diego Gavilán falou em entrevista ao Futebol Interior que deseja voltar a comandar um clube no Brasil, país ao qual tem muita identificação por conta de sua carreira como treinador.

PREPARAÇÃO

Apesar do tempo ausente, Diego revelou que utilizou este período para se aperfeiçoar e realizar estágios que para ele, irão agregar muito para suas ideias de jogo.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

“Utilizei esse tempo para me aperfeiçoar como treinador por meio de muito estudo e estágios com treinadores como Muricy Ramalho, Mano Menezes, Enderson Moreira e Jorge Fossatti. Tirei a licença PRO da Conmebol e agora me inscrevi também em um curso de especialização da Licença A da CBF. Além disso, estudei diferentes idiomas, me aperfeiçoando no português além do inglês e italiano. Meu objetivo é treinar um clube do Brasil e crescer dentro desse mercado, seja qual for o estado. Quero construir uma história aqui e me sinto 100% preparado para o desafio que vier”, disse.

CARREIRA

Como jogador, Diego Gavilán deu início a carreira como profissional no Cerro Porteno, clube ao qual o formou. Depois foi ao Newcastle ainda jovem onde foi o primeiro Paraguaio a jogar pela Premier League. Na Europa também teve uma breve passagem pela Udinese-ITA. No Brasil atuou pelo Internacional entre 2003 e 2005, onde conquistou três títulos do Campeonato Gaúcho.

Em 2007, após passagem pelo futebol argentino, vestiu a camisa do Grêmio, onde além do título do Gauchão, também foi vice-campeão da Copa Libertadores da América. Jogador de Seleção Paraguaia, Diego também jogou duas Copas do Mundo (2002 e 2006), além da Copa América de 1999.

PELOTAS

Como treinador, Gavilán comandou várias equipes do Paraguai e em 2017 levou o pequeno Deportivo Capiatá a sua primeira participação na Libertadores na história do clube. Em 2019, teve sua primeira experiência como técnico no Brasil sob o comando do EC Pelotas.

Nesta temporada, inclusive, conquistou uma vitória por 2 a 1 contra o Internacional em pleno Beira-Rio. O paraguaio conseguiu manter a equipe na elite do futebol do estado, ainda por cima na frente do rival Brasil-RS. Diego contou sobre como foi esta experiência.

“Me agregou muitas coisas positivas. É um clube tradicional, que tem uma torcida apaixonada então foi uma responsabilidade muito grande. Acredito que trabalhar no exterior sempre tem uma pressão a mais por ser um estrangeiro. Aceitei um trabalho que não tinha margem de erro, o que fez que sempre trabalhássemos no limite. Sabíamos que não tínhamos forças para brigar pelo título e conseguimos cumprir o objetivo que era permanecer na elite.”

“Apesar de disputarmos um torneio que já ganhei como jogador, é muito diferente trabalhar em uma equipe do interior, a imprensa na cidade também era muito exigente. Acredito que as principais diferenças entre os clubes daqui e os do Paraguai são as estruturas oferecidas, bem como a cultura dos jogadores, o tipo de treinamento e a preparação. Além do volume de trabalho, que lá são mais fortes. Mas a exigência sempre é a mesma”, concluiu.