​E que venha 2020 para a Ponte Preta

O rendimento inadequado da Ponte Preta não a credencia ao desafio de ser postulante a romper a barreira pela frente

​E que venha 2020 para a Ponte Preta

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Dizem que enquanto é possível ter apego à matemática ainda há um fio de esperança. E é nisso que parcela mínima de pontepretanos ainda se agarra na expectativa de reviravolta nesta Série B do Campeonato Brasileiro, para garantir acesso na competição.

Além da distância de seis pontos para o Coritiba, que abre o G4, o rendimento inadequado da Ponte Preta não a credencia ao desafio de ser postulante a romper a barreira que tem pela frente, após o empate por 1 a 1 com o Bragantino na tarde deste sábado, em Campinas.

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A postura defensiva da Ponte Preta no primeiro tempo foi compreensível. Encarar um adversário de melhor qualidade técnica, ajustado e compactado como o Bragantino, seria arriscado de peito aberto.

ERROS DE PASSES

O incompreensível no time pontepretano foi o exagero erro de passes errados.

É natural que volantes como Washington e Édson não saibam passa a bola corretamente, mas até o meia Renato Cajá também errar foge da normalidade.

Embora esforçados também na recomposição, Vico e Araos, que atuaram como atacantes de beirada, mais erraram de que acertaram.

Sem funcionar esse conceito básico que dá fluxo ao time, a Ponte perdia a bola facilmente e foi dominada durante o primeiro tempo.

A rigor, só não ficou em desvanagem no placar naquela etapa porque o seu goleiro Ivan praticou duas defesas difíceis e uma bola bateu na trave.

MENOSPREZO

A facilidade que o Bragantino encontrava na partida foi transformada em menosprezo ao adversário. De certo projetou que fosse vencer quando bem entendesse.

Por isso optou por desacelerar o ritmo da partida, afrouxou a marcação, e disso se aproveitou a Ponte para adiantar as suas linhas e reduzir a proporcionalidade de erros.

A displicência do Bragantino foi castigada aos 15 minutos do segundo tempo, quando o volante Uillian recuou bola sem a devida atenção ao goleiro Júlio Cesar, Roger apareceu no caminho, dominou e marcou para a Ponte: 1 a 0.

THIAGO RIBEIRO

Aí o Bragantino acordou e voltou a jogar, já com Thiago Ribeiro no lugar de Ricardo Ryller.

Na Ponte, o auxiliar-técnico Juninho trocou Cajá por Camilo.

Imaginou-se que com isso fosse fechar mais os espaços do meio de campo, mas estranhamente posicionou Camilo na beirada do campo, pra marcar descidas do lateral Rafael Carioca, puxando Vico pra jogar por dentro.

Foi quando o meia Claudinho passou a ter liberdade pra trabalhar a bola e, numa delas, livre, arriscou chute rasteiro de longa distância, o goleiro Ivan defendeu parcialmente, zagueiro Renan Fonseca ficou olhando o desfecho da jogada, enquanto Thiago Ribeiro soube aproveitar o rebote aos 34 minutos e empatou para o Bragantino.

Claro que a Ponte não teria forças e competência pra desempatar, embora Camilo tivesse chance, mas não conseguiu dominar a bola para finalizar, dando chance de recuperação ao goleiro Júlio César.