​Blog do Ari: Paupérrima Série C ainda propicia chance ao desarrumado Guarani

​Bugre repete os erros no empate por 1 a 1 com o Tupy

​Vem aí o comentário do empate por 1 a 1 do Guarani

Evidente que o torcedor bugrino jamais deve jogar a toalha nesta Série C do Campeonato Brasileiro. O fato de a equipe estar devendo melhor rendimento não significa que tenha minguadas chance de classificação, até porque esta competição é nivelada por baixo. Basta o Guarani jogar um tostãozinho de bola no segundo turno, trocar a ligação direta pela bola no chão, e melhorar um pouquinho o aproveitamento de oportunidades criadas para que a história seja outra, como já teria ocorrido no empate por 1 a 1 com o Tupi na noite deste domingo, em Muriaé, Minas Gerais.

Não fosse o paupérrimo nível da Série C não daria pra se dar este voto de confiança à equipe bugrina, sinônimo de um amontoado de jogadores correndo sem conexão em campo, dando chutões pro lado em que nariz estiver virado, trabalhando pouco a bola, e quase sem capacidade de penetração nas defesas adversárias.

O time do Guarani é mal treinado? Claro que é. Impossível se verificar uma disposição tática e os equívocos se sucedem até em escalação. Sem o atacante Silas, será que o time não teria um substituto de ofício?

Esqueçam esta ‘prosa’ de adiantar o meia Fumagalli, porque ele não tem características de ficar trombando com zagueiros, e muito menos tem explosão pra escapar de um adversário e concluir a jogada. Marcou o gol ao aproveitar cobrança de escanteio com a bola chegando à meia altura, mas pouco se aproximou de Leleco, que ficou a maior parte do tempo isolado no ataque.

A rigor, há duas versões sobre a correta substituição de Fumagalli aos 30 minutos do segundo tempo. A TV Brasil, que mostrou as imagens do jogo – porque a narração foi trocada por descabidas intervenções de comentaristas – informou que o jogador saiu irritado ao ser substituído, enquanto o treinador bugrino Evaristo Piza justificou a troca citando que o titular havia sentido fisgada na perna, em entrevista à Rádio Bandeirantes-Campinas.

Seja como for, Fumagalli andava em campo quando foi substituído e nisso o treinador não pode ser questionado. Mesmo improvisando o lateral Pedro Henrique pra jogar mais avançado, a iniciativa foi válida. Foi uma tentativa de dar vitalidade ao setor ofensivo.

Se o Guarani tivesse com time assentado em campo, com confiança, teria chance de vencer o apenas aplicado Tupi. Como apenas o seu goleiro Wanderson, os zagueiros Jorge Luís e Thiago Bernardi, e o volante Thiago Carpino tiveram atuação aceitável, naturalmente isso é pouco para o objetivo maior de vitória.

LELECO

Apesar disso, um erro crasso do meia Everton Maradona, do Tupi, ao recuar mal a bola e presentear Leleco, propiciou real oportunidade de o Bugre virar o placar. Só que inacreditavelmente a bola foi chutada pra fora.

Ofensivamente o Guarani se resumiu a este gol perdido e a outro marcado por Fumagalli. E nada mais. O Tupi poderia ter perdido a partida não fosse a exigência descabida do árbitro Vanderlei Soares de Macedo (DF) ao mandar repetir a cobrança de pênalti desperdiçada por Everton Maradona.

De fato o goleiro Wanderson, do Guarani, avançou antes da cobrança e a regra pede que seja repetida. Mas que goleiro não avança e que árbitro determina nova cobrança?

Assim, com as duas equipes sem criatividade ofensiva, excesso de erros de passes de ambos os lados, jogadas truncadas principalmente pelos lados do Guarani, o empate se ajustou perfeitamente àquilo que as equipes deixaram de fazer.