​Blog do Ari: No Rio, uma arbitragem no maior estilo Dionísio Maurício, o Brandão

Juizão alagoano apitou tudo contra a Ponte Preta na derrota para o Vasco por 2 a 1

Juizão alagoano apitou tudo contra a Ponte Preta na derrota para o Vasco por 2 a 1

O saudoso repórter Almeida Neto, da Rádio Central de Campinas, o Bolinha, costumava cobrar da arbitragem cerca de dois pênaltis inexistentes por partida – consequentemente não assinalados pela arbitragem – para os clubes de Campinas no período em que foi setorista inicialmente na Ponte Preta e depois no Guarani.

Bairrismo de Bolinha a parte, nesta quarta-feira a mídia campineira contesta com inteira razão a arbitragem do alagoano Francisco Carlos Nascimento, o Chicão, que favoreceu o Vasco na vitória sobre a Ponte Preta por 2 a 1 no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro, pela Copa do Brasil.

O juizão teve uma arbitragem no maior estilo Dionísio Maurício, o falecido Brandão, que fazia ‘chover’ e colocava a bola na marca de cal contra o time predestinado a ser prejudicado na várzea campineira entre os anos 60 e 70.

Longe de se duvidar da honestidade do juiz alagoano, mas que foi uma arbitragem ao estilo Brandão, isso foi. Marcou tudo favorável ao Vasco e contra a Ponte Preta.

Primeiro não quis ver um pênalti claro do volante Fabrício do Vasco sobre o pontepretano Alef.

Segundo porque sequer marcou uma entrada criminosa e por trás do lateral-direito vascaíno Carlos César sobre Alef que puxava contra-ataque, em típico lance pra cartão vermelho. Portanto, ficou barato.

Aí o zagueiro pontepretano Luan aplicou um carrinho nitidamente na bola, um jogador vascaíno se enroscou na perna do zagueiro, e o juizão colocou a bola na cal. O meia Douglas cobrou e ‘caixa’.

Os olhos do árbitro Chicão, do quadro da Fifa, continuaram fechados quando os lances eram para penalizar jogadores vascaínos. O violento Carlos César fez falta dura sobre Cafu para ‘matar’ um contra-ataque, e nada de cartão.

Assim, Carlos César, que já deveria ter sido expulso, continuou jogando.

Não bastasse tudo isso, o time da Ponte não jogava nada. Valia apenas da raça de seus jogadores.

Assim, só teria que chegar ao empate numa falha gritante do zagueiro Rodrigo do Vasco, que estava com a bola dominada e perdeu para Cafu. E a grande surpresa na sequência daquela jogada foi a cavadinha do atacante da Ponte para enfrentar o goleiro Martins Silva.

RAFAEL COSTA

Sequer deu pra Ponte se estabilizar em campo e o seu atacante Rafael Costa marcou gol contra, de cabeça.

O primeiro tempo do jogador foi irreconhecível, tanto que acertou o primeiro passe aos 30 minutos, numa bola enfiada para Rossi, pela direita.

De certo o treinador da Ponte Preta, Guto Ferreira, só não o substitui no intervalo pra não atribuir culpa pelo insucesso do time naquela fase. Mas depois o tirou e colocou Alexandro.

Foi válida a tentativa de Guto ao ‘sacar’ o meia Adrianinho no intervalo, visando dar mais mobilidade ao setor com a entrada de Rodolfo. Na prática, entretanto, o objetivo não foi atingido porque o substituto não foi bem, embora tenha se movimentado mais.

ATÉ JUNINHO

O segundo tempo da partida contou com predominância do Vasco na posse de bola e o placar até que poderia ter sido dilatado.

Na Ponte, jogadores como Rafael Silva, Magal, Daniel Borges, Rafael Costa e Adrianinho tiveram atuações irregulares. Desta vez até o volante Juninho não correspondeu.

E Cafu se restringiu àquela jogada genial do gol, porque nas demais lembrou o ponteiro-direito Dito Flecha da Ponte Preta da década de 70, que corria bastante e se atrapalhava com a bola.

Com este quadro, o treinador pontepretano Guto Ferreira vai coçar a cabeça pra dar jeito neste time, embora possa ter a volta de alguns titulares como Thiago Alves, Gilvan, Élton e principalmente a estréia do meia Renato Cajá.