Diretoria da Ponte Preta trouxe um treinador que, pelo menos por ora, não distingue o óbvio, caso de Márcio Zanardi.
Ele foi para a coletiva com desculpa na ponta da língua: “Estamos trabalhando. Não é do dia para a noite que aparece o resultado”.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 23 (AFI) – Infelizmente, com jogos dos clubes de Campinas – Ponte Preta e Guarani – em horários quase simultâneos, a coluna priorizou analisar mais uma desastrosa atuação da Ponte Preta, até porque o Guarani ainda atravessa fase de normalidade e está na liderança da Série C do Brasileiro.
Todavia, o espaço está aberto para o bugrino se manifestar sobre a inesperada derrota para o Confiança por 2 a 0, na noite de segunda-feira.
ZANARDI NÃO DISTINGUE O ÓBVIO
Parafraseando frase do saudoso pontepretano José Bertazoli, o Zé do Pito, o diretor de futebol da Ponte Preta, Marco Eberlin, ‘conhece bola porque comeu almôndega quando era criança’.
PONTE PRETA LEVOU GOL BIZARRO. VEJA!
Não bastasse ter topado pagar R$ 115 mil por mês para um lateral-direito rigorosamente comum como Maguinho (atualmente no Operário-PR) – ano passado -, ter quebrado o clube financeiramente, agora traz um treinador que, pelo menos por ora, não distingue o óbvio, caso de Márcio Zanardi.
Pois o profissional, após a derrota da Ponte Preta para o Novorizontino por 2 a 0, foi para a entrevista coletiva com desculpa na ponta da língua: “Estamos trabalhando. Não é do dia para a noite que aparece o resultado”.

NÃO ERA CASO DE TRÊS VOLANTES?
Ora o ‘C’ não enxergou a pobreza técnica desse elenco que dirige na ‘lambada’ de 3 a 0 sofrida diante do Juventude?
Isso era indicativo que deveria escalar o time com três volantes e evitar o máximo possível que o adversário pudesse trabalhar a bola na intermediária.
Seu argumento da opção inicial de três zagueiros, com proposta de adaptar o lateral-esquerdo Danilo Barcelos por ali, só se sustenta porque não precisou ‘sacar’ um atacante para a entrada de mais um zagueiro, quando da estúpida expulsão de Márcio Silva?
TRÊS ATACANTES?
Se eu estivesse participando da entrevista coletiva pós-jogo, o interrogaria por que a estupidez de optar por três atacantes quando a Ponte Preta perdia por 1 a 0?
Achou que a entrada de nulo David da Hora acrescentaria?
Projetou que uma ou outra bola alongada para ele, Diego Tavares e Pottker pudesse resultar no gol de empate?
Tá certo que o meia Élvis não toma a bola de ninguém e não estava acrescentando nada na partida, portanto não há restrição sobre a substituição dele.
Ora, como o Novorizontino rondava a área pontepretana sistematicamente, em vez de três atacantes, o momento seria robustecer a cabeça da área com a entrada de mais um volante, o que ocorreu só depois, com a saída de Pottker.

Foto: Marcos Ribolli
POR QUE BAIANINHO?
Não deu pra perceber que o atacante de beirada Baianinho se enrosca com a bola e perde a maioria das jogadas?
Pior ainda quando o cenário aponta o seu time dando chutões desordenados ao ataque – para se livrar de bola -, pois Baianinho não tem estatura para disputar jogadas pelo alto.
Já que os ‘entendedores de futebol’ na Ponte Preta cometeram erro de avaliação ao contratá-lo, insisto na pergunta se, nos juniores, não há uma alma viva capaz de rendimento pelo menos um pouco melhor do que ele?
Portanto constata-se uma infinidade de erros no elenco, comissão técnica e cartolas do clube.
E o principal responsável por esse desarranjo continua lá dando as cartas, como se tudo fizesse parte da normalidade.






































































































































