Willian Farias prega paciência e blinda elenco do Guarani

Para o camisa 8, o caminho rumo ao acesso é uma jornada de fôlego, e não uma corrida de velocidade

Farias não balançava as redes há mais de dois anos e quebrou o jejum dando uma importante vitória ao Guarani

Willian Farias blinda elenco do Guarani
Willian Farias, capitão do Guarani - Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC

Campinas, SP, 08 (AFI) – Herói improvável na última rodada da Série C, o volante Willian Farias assumiu o papel de porta-voz da experiência no Brinco de Ouro. Autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz, o capitão do Guarani aproveitou o momento de alívio para pedir equilíbrio emocional ao torcedor e ao grupo.

Para o camisa 8, o caminho rumo ao acesso é uma jornada de fôlego, e não uma corrida de velocidade.

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GOL ESPECIAL

Com uma média de gols baixíssima na carreira — apenas sete tentos em 513 partidas profissionais —, Farias não balançava as redes há mais de dois anos. O gol decisivo de cabeça surgiu de um estalo intuitivo nos acréscimos.

“Eu não tenho o costume de fazer bola parada. Há 20 anos eu sempre fico na sobra, na fase defensiva, mas senti de ir para a área naquele momento. A bola chegou e fui feliz de fazer o gol”, revelou o volante de 36 anos.

LIDERANÇA NO BUGRE

Mesmo com o status de salvador da partida, Willian Farias demonstrou a sinceridade que o tornou líder do elenco comandado por Elio Sizenando.

O volante admitiu abertamente que sua performance técnica durante os 90 minutos ficou abaixo do esperado, reforçando o compromisso com a transparência perante a torcida.

“Meu trabalho é exposto, não tem como eu querer enganar alguém. É ao vivo e a minha avaliação também”, pontuou o capitão, que esteve presente em todos os 14 jogos do Guarani na temporada 2026.

ELENCO BLINDADO

Invicto na competição e ocupando a sexta posição com nove pontos, o Guarani convive com a sombra da ansiedade pelo retorno à Série B. Com passagens por gigantes como Cruzeiro e São Paulo, Farias utiliza sua “casca” para evitar que o nervosismo das arquibancadas trave os atletas mais jovens.

“A gente não pode pegar uma pressão que é natural do futebol e colocar um fardo muito pesado a ponto de limitar os atletas. Nós não vamos subir na segunda-feira. É em outubro. É uma construção grande que está sendo feita”, ponderou o jogador.

DUELO DIRETO

O próximo teste dessa “construção” será na segunda-feira (11), às 20h, contra o Maringá. Conhecedor do futebol paranaense por sua história no Coritiba, o volante alertou para as dificuldades de atuar no Estádio Willie Davids contra uma equipe que utiliza marcação individual agressiva.

A meta do Bugre é analisar os pontos vulneráveis do adversário para ditar o ritmo fora de casa e se consolidar de vez no G-8 da Série C, mantendo a invencibilidade e a solidez que o início de campeonato exige.

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