Time indiano é vendido por 5 reais; entenda o caso

Jamshedpur FC, da elite da Índia, foi negociado por valor simbólico de 100 rúpias após gigante Tata Steel decidir deixar o futebol profissional.

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São Paulo, SP, 17 (AFI) – Parece piada, mas é negócio oficial. Um clube da primeira divisão do futebol indiano foi vendido por 100 rúpias, o equivalente a aproximadamente R$ 5,42. O valor, simbólico, encerra a passagem da gigante Tata Steel pelo futebol profissional e transfere o Jamshedpur FC para o tradicional Churchill Brothers, de Goa.

POR QUE UM CLUBE CUSTOU R$ 5?

A venda não foi motivada por dívidas ou falência. Na verdade, a Tata Steel decidiu sair do futebol profissional para focar exclusivamente em projetos de base e desenvolvimento juvenil. Sem interesse em manter a operação, a empresa aceitou repassar o clube por um valor mínimo, garantindo que jogadores e comissão técnica pudessem continuar trabalhando.

O acordo inclui a licença esportiva para disputar a Indian Super League (ISL), a elite do futebol indiano, além dos contratos de 12 atletas e dois treinadores.

QUEM VENDEU E QUEM COMPROU?

O Jamshedpur FC pertencia ao grupo Tata, um dos maiores conglomerados da Índia, com atuação em aço, tecnologia, automóveis e outros setores. A equipe entrou na ISL em 2017 e viveu seus melhores momentos em 2022, quando conquistou a fase regular da liga, e no ano passado, ao vencer a Supercopa nacional.

O comprador é o Churchill Brothers, clube duas vezes campeão nacional, sediado em Goa, região considerada o coração do futebol indiano. A equipe estava fora da elite desde 2014 e viu no acordo uma oportunidade de voltar à primeira divisão sem depender do acesso esportivo.

E O QUE MUDA NO FUTEBOL INDIANO?

A cidade de Jamshedpur, no leste do país, perdeu seu único time de elite. Jogadores e torcedores chegaram a fazer apelos públicos para que a Tata reconsiderasse a decisão, mas o negócio foi concretizado. A equipe ainda disputa a Durand Cup e enfrenta o Mohun Bagan nas quartas de final nesta segunda-feira (17).

A saída acontece em meio a incertezas na liga indiana, que ainda não definiu calendário e transmissão para a nova temporada após o fim de uma parceria comercial com o grupo Reliance.

CURIOSIDADES DO CASO

O valor de R$ 5,42 chama atenção, mas acordos simbólicos não são raros no futebol quando o antigo dono deseja apenas se desfazer da operação com responsabilidade. No caso indiano, a Tata Steel preferiu garantir a continuidade dos funcionários a prolongar a gestão do clube.

Enquanto isso, o futebol indiano segue tentando se firmar como produto esportivo, apostando no retorno de clubes históricos e na reorganização da liga nos próximos anos.