Não arriscaria indicar um vencedor. A Argentina tem Messi em sua melhor versão, aos 39 anos, e a Espanha um forte conjunto.
São duas Seleções que jogam de maneira diferenciada, mas que dependem de alguns detalhes, para se colocar à frente no placar.
Por SÉRGIO CARVALHO
São Paulo, SP, 18 (AFI) – Agora é, quem puder mais chora menos. Chegou o dia da decisão da Copa do Mundo de Futebol de 2026. De um lado a Argentina de Lionel Messi, do outro, a Espanha de Lamine Yamal. Um jogaço de bola. Um jogo que ninguém pode perder.
Assim que os dois finalistas foram definidos, já surgiram pesquisas que davam 57,1 por cento das possibilidades de ganhar o título para o conjunto espanhol. Um absurdo. Afinal, quem acompanha futebol sabe que o time da Espanha não tem um potencial tão grande assim para superar a Argentina.
Os dois times são bem parecidos. O da Espanha se apoia no conjunto e no entendimento entre seus jogadores. É um time que prioriza a defesa e gosta de jogar no contra ataque. Tanto que a defesa espanhola é disparada a melhor deste mundial. Só sofreu um gol.
Já a Argentina é um conjunto que se conhece, que tem bom entrosamento, mas ao contrário da Espanha, tem um líder a ser seguido. Falo do incrível meio campista Messi um dos, senão o melhor jogador de futebol do mundo em atividade.
Ele dita o ritmo, dribla, passa, arremata e orienta seus companheiros na hora que é para defender e no momento que é para atacar. Dele saem os passes milimétricos que permitem ao time argentino marcar seus gols.
CONJUNTO DA ESPANHA
A equipe espanhola se apoia no entendimento perfeito entre seus jogadores, que sabem a hora de prender a bola ou de atacar. É um time difícil de ser marcado e que sabe a hora de defender ou atacar.
Em razão disso, fica difícil para o jornalista esportivo indicar um favorito destacado. Na verdade, são duas equipes que jogam de maneira diferenciada, mas que dependem de alguns detalhes, para se colocar à frente no placar.
Por esse motivo, não arriscaria indicar um vencedor. Considero as duas seleções muito qualificadas e em condições de vencer essa partida. Só não acredito que vá acontecer uma goleada.
Até hoje, Espanha e Argentina jogaram quatorze vezes. Foram seis vitórias espanholas e seis argentinas, além de dois empates. Houve um amistoso em que a Espanha venceu por 6 a 1, mas Messi ainda não era titular da seleção.
SELEÇÕES BEM PREPARADAS
Os dois times são muito bem preparados pelos seus treinadores. O técnico da Espanha, Se Lá Prete, jamais dirigiu clubes. Começou nas fileiras inferiores das seleções espanholas e foi subindo até chegar à seleção principal. Lionel Scaloni, treinador argentino, é adorado pela torcida local.
Ele é muito competente, apesar de ainda relativamente jovem. Desde que assumiu, a Argentina passou a ter um time que joga por música, que sabe o que fazer com a bola e a hora certa de se defender ou de atacar.
Como sabe que seu adversário baseia seu jogo nos pés de seu fantástico camisa dez (Messi), o técnico De La Prete já designou um marcador especial para ele. Falo do excelente meio campista Rodri, que marca muito bem, sem ser violento. Além disso, quando está com a bola, ele cria boas jogadas no meio de campo e também arremata bem a gol.

Foto: FFF – seleção francesa
ARBITRAGEM E ARTILHARIA
O árbitro da partida será o esloveno Stavic Vancic. Os bandeirinhas serão Tomaz Klasnic e Andrez Kovacic. Os três são considerados àrbitros de primeira linha do futebol europeu.
Messi tem 8 gols até agora no Mundial. Seu objetivo é encerrar essa Copa como artilheiro máximo. Mas terá que chegar aos 10 gols, número do francês Mbappé, que fez dois gols na derrota da França para a Inglaterra, por 6 a 4, na disputa do terceiro lugar.
Na disputa de maior goleador de todas as Copas, Messi ficou apra trás de Mbappé, com 22 gols, contra 21 do argentino.
Ele disputou três Copas até hoje e ganhou uma delas, a de 2022. A Argentina aliás ganhou três Mundiais (78, 86 e 2022). A Espanha só ganhou um em 2010.
O título deste ano estará em boas mãos seja quem for o vencedor.
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