Ricardo Costa: "Grande pressão e Galo não pode ficar na A3"
O treinador de 45 anos assume o Galo com a missão de montar uma equipe capaz de recolocar o tradicional clube jundiaiense na divisão superior
Com sete acessos na carreira, o comandante sabe que a história do Paulista aumenta a cobrança por resultados
Jundiaí, SP , 14 (AFI) – O Paulista quer voltar a olhar para cima, e o treinador Ricardo Costa chega a Jundiaí com metas definidas para atingir essa ambição. Depois de levar o Marília ao acesso à Série A2 em 2026, o treinador de 45 anos assume o Galo com a missão de montar uma equipe capaz de recolocar o tradicional clube jundiaiense na divisão superior do futebol paulista.
Na apresentação à imprensa nesta quarta-feira (14), Ricardo não escondeu o tamanho do desafio. Com sete acessos na carreira, o comandante sabe que a história do Paulista aumenta a cobrança por resultados e entende que a Série A3 precisa ser encarada como uma etapa a ser superada.
“Sei que a pressão é grande. Acho que o Paulista não pode ficar em uma Série A3, isso é claro, é nítido”, afirmou.
A declaração resume o objetivo para 2027. O trabalho, porém, começa antes de a bola rolar: a diretoria e a comissão técnica já discutem a permanência de jogadores do atual elenco e a chegada de reforços.
A intenção é construir um grupo competitivo, com alternativas para suportar o calendário e manter o nível de atuação ao longo da competição.
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ACESSO NÃO SE CONQUISTA SÓ COM 11
Uma campanha de acesso exige mais do que uma boa formação titular, e todo time está sujeito a possíveis lesões e suspensões. Por isso, Ricardo quer um elenco capaz de responder às diferentes situações da Série A3.
“Posso falar para a torcida que não vai faltar trabalho e empenho para buscarmos o objetivo. Vamos trabalhar para trazer os melhores jogadores para Jundiaí e montar um elenco bom e forte. A Série A3 não pede apenas 11 jogadores, pede elenco”, destacou.
Segundo Ricardo, a montagem do grupo deverá combinar juventude, experiência e força física. O treinador também pretende valorizar atletas que conheçam a divisão e tenham características adequadas ao modelo de jogo que deseja implementar.
A definição dos remanescentes ainda está em andamento. Ricardo explicou que as conversas não permitem estabelecer, neste momento, quantos jogadores continuarão no clube. A expectativa é avançar nas negociações ao longo de outubro.
PROPOSTA OFENSIVA
Além dos resultados, o novo treinador quer imprimir uma identidade ao Paulista. A ideia é construir uma equipe que procure o gol, tenha participação ativa com a bola e assuma o protagonismo, principalmente no estádio Dr. Jayme Cintra.
“Tenho como característica um time mais ofensivo, que busca a vitória o tempo todo. Principalmente dentro de casa, quero uma equipe com boa posse de bola, volume de jogo e que busque as vitórias. Tenho um estilo bem agressivo de jogar”, explicou o treinador, que ainda elogiou a estrutura disponível em Jundiaí e ressaltou o peso da camisa alvinegra, mas reconheceu que a Série A3 reúne adversários competitivos e exige planejamento.
CONTRA A REGIONALIZAÇÃO
A discussão sobre o formato da Série A3 de 2027 também entrou na pauta da apresentação. Uma proposta debatida no pré-conselho arbitral prevê a divisão dos 16 clubes em dois grupos de oito equipes, com regionalização na primeira fase.
Ricardo Costa se posicionou contra a ideia. Para ele, o modelo pode criar diferenças no grau de dificuldade enfrentado pelos participantes e interferir diretamente na disputa pelo acesso.
“Sinceramente, não gosto. Acho muito ruim. Vejo esse formato ajudando mais as equipes que vão brigar para não cair do que aquelas que estão disputando o acesso”, avaliou.
O treinador defende que todos os clubes se enfrentem na primeira fase, ainda que reconheça o impacto financeiro dos deslocamentos. Na visão dele, uma tabela comum oferece condições mais equilibradas para medir a força dos concorrentes.
NOVO DESAFIO DO TÉCNICO CAMPINEIRO
Natural de Campinas, Ricardo também encontrará em Jundiaí a possibilidade de trabalhar mais perto da família, fator que pesou na escolha pelo novo desafio.
“Faz muito tempo que não fico tão perto da minha família. Isso também vai ser importante. Estando bem pessoalmente, acredito que profissionalmente a gente também vai bem”, afirmou.
Com o treinador apresentado e as primeiras conversas sobre o elenco em andamento, o Paulista começa a desenhar a temporada de 2027. A meta está declarada: formar um time forte, competitivo e preparado para brigar pelo retorno à Série A2.





































































































































