Presidente do Sindicato dos treinadores critica compartamento de estrangeiros

Marcos Boccatto se desagrada com a postura dos técnicos "gringos" perante o futebol brasileiro

Bocatto
Marcos Boccatto, presidente do Sindicato dos treinadores de São Paulo - Foto: Divulgação

São Paulo, SP, 23 (AFI) – Em entrevista à Rádio Assunção, de Fortaleza, o presidente do Sindicato dos Treinadores de Futebol do Estado de São Paulo (Sitrefesp), Marcos Boccatto, fez duras críticas ao comportamento de alguns treinadores estrangeiros que atuam no Brasil. Segundo ele, há uma diferença clara de postura em relação aos profissionais brasileiros quando trabalham fora do país.

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“É fundamental que respeitem nossa cultura. Quando formos ofendidos, a gente se defende. Quando houver ofensa, vamos cobrar uma ética, que ainda é muito precária no Brasil”, disse.

ANCELOTTI

Boccatto também destacou o comportamento de Carlo Ancelotti, que assumiu a Seleção Brasileira de Futebol.

“É nítido o esforço dele para falar o português e se aproximar da nossa cultura e história no futebol. Não vejo isso em alguns portugueses, por exemplo, que não só ignoram as características do futebol brasileiro como também humilham atletas e o povo de modo geral”.

“OS NOSSOS” LÁ FORA

O presidente do Sitrefesp fez questão de lembrar que Carlos Alberto Parreira, Luiz Felipe Scolari, Zico, Sebastião Lapola e Joel Santana também atuaram no exterior.

“Mas buscavam se sindicalizar nos países, se aproximar da cultura daquela nação e falar a língua local. Aqui, convidamos para que se filiem ao sindicato e sequer recebemos respostas. Importante lembrar que Portugal foi levado à Copa do Mundo por mãos de brasileiros, como Otto Glória (1966) e Felipão (entre 2002 e 2008)”.

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