Presidente do Cuiabá fala sobre restrição às bets

"Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias", declarou

O Dourado segue sem um patrocinador máster na parte frontal de sua camisa desde o início de 2025

Cristiano Dresch Cuiaba
Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá - Foto: Reprodução

Cuiabá, MT, 28 (AFI) – O Cuiabá segue sem um patrocinador máster na parte frontal de sua camisa e, segundo o presidente Cristiano Dresch, uma das razões para isso é a decisão do clube de não trabalhar com empresas de apostas esportivas. O espaço está disponível desde o fim do último contrato, encerrado no início de 2025.

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Em entrevista, o dirigente afirmou que o Dourado já recebeu propostas e tratativas envolvendo o segmento, mas optou por manter a postura de não associar a marca do clube às chamadas bets. Dresch também revelou que antigos patrocinadores chegaram a estabelecer como condição que o Cuiabá não firmasse acordos com empresas desse setor.

“Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias. Nossos patrocinadores lá atrás já nos exigiram que a gente não firmasse contrato com as bets. Tomamos uma decisão acertada”, afirmou.

PRÓXIMO DO AGRO

Sem ocupar o principal espaço comercial da camisa com uma marca fixa, o Cuiabá tem adotado ações pontuais. No duelo diante do Goiás, pela Série B, o uniforme estampou a mensagem “Movido a Etanol”, em uma iniciativa voltada à divulgação de um dos principais produtos de Mato Grosso.

A estratégia também faz parte da tentativa do clube de estreitar os laços com o agronegócio, setor de grande importância econômica no estado.

“Estamos desenvolvendo uma campanha de divulgação de um dos maiores produtos que a gente faz aqui no Mato Grosso, que é o etanol. A gente está buscando uma aproximação com o segmento do agro”, explicou Dresch.

CONTROLE FINANCEIRO

O presidente também detalhou a política econômica adotada pelo Cuiabá. Segundo ele, o clube iniciou a temporada com uma folha salarial de aproximadamente R$ 500 mil, dentro de um planejamento que busca equilibrar as receitas e despesas.

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Dresch destacou que o Dourado conta atualmente com recursos provenientes de direitos de transmissão, patrocínios e, principalmente, negociações de jogadores. A expectativa é encerrar o ano com cerca de R$ 30 milhões em receitas provenientes de vendas de atletas.

“Os patrocínios atuais do Cuiabá não são valores baixos, são valores importantes dentro do nosso orçamento. O Cuiabá consegue se manter com as receitas, que são a televisão, os patrocínios da camisa e a venda de atletas. Este ano devemos encerrar com R$ 30 milhões no caixa de jogadores que nós vendemos. Então, esse orçamento a gente consegue fechar a conta”, disse.

Apesar do controle das despesas atuais, o clube ainda precisa administrar compromissos financeiros herdados do período em que disputava a Série A do Campeonato Brasileiro.

Entre as pendências está a dívida com o técnico português Petit, que comandou o Cuiabá em 2024 e gerou um transfer ban imposto pela Fifa ao clube. O bloqueio impede o registro de novos jogadores enquanto a obrigação não for regularizada.

“O nosso problema ainda são algumas heranças que a gente está pagando desde a Série A. Esse caso do Petit é uma herança da Série A. Temos alguns jogadores ainda que têm algumas parcelas da Série A que a gente está pagando”, explicou o presidente.

AGENDA

O Cuiabá volta a campo neste sábado (29), quando enfrenta o Botafogo-SP, às 18h30, na Arena Nicnet, em Ribeirão Preto, pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

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