Presidente do Avaí cobra urgência, fala de reforços e SAF
Bernardo Pessi fez um pronunciamento forte para cobrar senso de responsabilidade no clube
O presidente do Avaí convocou a torcida e todos os colaboradores do clube a unirem forças nas últimas 11 partidas restantes da Série B
Florianópolis, SC, 10 (AFI) – O clima de apreensão tomou conta da Ressacada após a terceira derrota consecutiva do Avaí na Série B do Campeonato Brasileiro, sacramentada no 1 a 0 sofrido diante do Fortaleza na Arena Castelão.
O resultado manteve o Leão atolado na 17ª colocação, dentro do Z-4. Logo após a partida, o presidente Bernardo Pessi fez um pronunciamento forte para cobrar senso de responsabilidade no clube, atualizar as movimentações de mercado e detalhar o andamento do processo de migração para a SAF.
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Pessi iniciou sua fala ressaltando a gravidade do momento técnico da equipe e cobrando engajamento total para reverter a situação delicada na tabela. Além disso, revelou que o vazamento de informações atrapalhou a chegada de uma peça de reposição para o atacante Thayllon às vésperas do fechamento da janela de transferências nesta sexta-feira.
“As cobranças são muito sérias e muito graves, não estamos brincando. Estamos todos com senso de urgência muito grande. Esse grupo, com todas as dificuldades que temos tido no extracampo, tem honrado o Avaí, não deixa de dar a vida em campo e faz com que a gente tenha um futuro mais concreto na competição.”
“Estamos no mercado, buscando substituições, para o Thayllon especialmente. Infelizmente a notícia que foi veiculada ontem em relação ao clube fez com que a gente perdesse uma negociação que estava muito avançada para uma substituição direta ao Thayllon. Não tô transferindo a responsabilidade ao repórter, muito pelo contrário, ele tá fazendo o trabalho dele, mas preciso pontuar que esse tipo de situação atrapalha, perdemos uma negociação importante. Existem outras negociações em curso e temos ciência da necessidade de reforço no elenco.”
DESAFIOS E SAF
Ao abordar o equilíbrio financeiro do clube, o dirigente explicou que negociações pontuais de atletas não são suficientes para bancar os custos operacionais anuais da instituição. Pessi detalhou que a folha de pagamento supera R$ 2 milhões mensais e abordou a complexidade burocrática para a implementação definitiva da SAF junto à investidora Kactus.
“A folha salarial do clube não se paga com uma venda, com duas, três ou quatro. Temos 13 folhas pra pagar no ano, cada folha dessa, com funcionários, supera R$ 2 milhões, não são aportes ou vendas pontuais que vão fazer com que a gente consiga bancar o ano inteiro.”
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“No início do ano, uma tentativa de implementação de SAF foi parar na justiça, isso atrasou o processo todo, que é um processo complexo e longo. Por isso a gente precisa, agora, entender que o Avaí não vai virar SAF do dia pra noite. Temos um percurso burocrático e contratual a ser percorrido, que, depois dele vencido, a gente passa a, de fato, considerar o Avaí uma SAF com os investimentos que estão previstos no contrato que foi aprovado pelo Conselho Deliberativo e pela assembleia do clube.”
“As diligências contratuais que se iniciaram logo depois da aprovação da assembleia geral do clube estão caminhando com normalidade. Todos os aportes de empréstimo-ponte, duas parcelas de R$ 2,5 milhões, foram cumpridas por parte da Kactus, e todos os investidores da Kactus têm trabalhado muito forte em tentar contribuir com o clube nesse período antes da implementação da SAF. Eles têm transmitido bastante motivação, e o trabalho vem sendo feito de forma bastante célere e séria, sabendo das responsabilidades envolvidas.”
FOCO NA RETOMADA
Encerrando o pronunciamento, o presidente azurra convocou a torcida e todos os colaboradores do clube a unirem forças nas últimas 11 partidas restantes da Série B para evitar o descenso.
“Dentro do clube, todo diálogo tem sido feito entre a diretoria e os atletas e funcionários e estão todos cientes das nossas responsabilidades. Faço um apelo para que todos que estejam envolvidos no dia a dia, na comunidade do Avaí, percebam que as próximas 11 rodadas são rodadas que o Avaí precisa de união e ajuda, e somente na união de todos, especialmente a torcida do Avaí, nós vamos conseguir sair dessa.”
O Avaí volta a campo no próximo domingo (14), às 21h30, quando recebe o Vila Nova, no Estádio da Ressacada, em confronto válido pela 28ª rodada da competição.
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