William Pottker chama a responsabilidade por reação na Ponte Preta

Conhecedor profundo do clube campineiro, Pottker não fugiu de temas extracampo polêmicos

Pottker elogiou o perfil agressivo e competitivo do novo comandante e projetou reação

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Willian Pottker em treino da Ponte - Foto: Marcos Ribolli / PontePress

Campinas, SP, 19 (AFI) – O atacante William Pottker decidiu colocar a cara a tapa no momento mais turbulento da Ponte Preta na temporada. De volta ao time após cumprir suspensão automática na derrota para o Juventude, uma das principais lideranças do elenco assumiu o peso do jejum de sete partidas sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro e deu fortes declarações sobre o fantasma do rebaixamento e os bastidores do clube.

Pottker sabe que sua performance dita o ritmo da equipe, já que foi o autor dos gols nos únicos triunfos da Macaca no torneio (contra Avaí e América-MG). Diante da crise que mantém o clube paulista na vice-lanterna com apenas oito pontos, o jogador trouxe a pressão para os seus ombros.

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“Certamente, eu sou um dos caras que tem que chamar essa responsabilidade. A vitória passa muito por mim. Eu estando bem, fazendo gols, como você falou, as vezes que eu fiz gols, a gente conseguiu o êxito. Então me cobro bastante, trago essa responsabilidade para mim, até porque a gente tem que ser inteligente o suficiente para entender quem tem que chamar essa responsabilidade. Eu sou um desses caras”, declarou o camisa 9, emendando um forte desabafo na sequência:

“Eu sou um desses caras que, de certa forma, se a Ponte Preta vier a ser rebaixada, vão lembrar muito mais do Pottker. Então eu me incomodo muito com isso. Mas é o trabalho. Foi assim que eu fiz os dois primeiros gols e é assim que vai ser nesse próximo ciclo, com esse novo trabalho”, completou de forma sincera.

NOVO GÁS

O início de trabalho do técnico Márcio Zanardi foi visto pelo atacante profissional como o combustível que o elenco necessitava para iniciar uma reação imediata na Série B. Pottker elogiou o perfil agressivo e competitivo do novo comandante.

“Foi um acerto. Era um perfil que a gente necessitava para esse momento, um cara que adora competir. No meu ponto de vista, a gente precisava desse oxigênio novo. É um cara que cobra bastante. Independente da situação, é o que temos, então a gente tem que entender onde a gente está, o que a gente tem e lutar com o que a gente tem. Espero que a gente entenda o mais rápido possível o que ele quer nos passar para que a gente, no mínimo, aumente o nosso nível de competitividade”, avaliou o atleta.

POTTKER COBRA REAÇÃO

Para o experiente jogador, o caminho para tirar a Alvinegra da zona da degola passa muito mais pela entrega física dos atletas do que por preciosismo técnico ou desenhos táticos no gramado.

“Pelos anos que eu joguei de Série B e pelo que eu venho passando aqui na Ponte, acho que o mínimo que a gente tem que ter é competitividade. Você querer ganhar duelo, ver cada bola como se fosse a última. Qualidade técnica e qualidade de jogo é difícil exigir por tudo que vem passando na Ponte, em questão de montagem de elenco, troca de treinadores. É difícil implementar, é difícil colocar a parte técnica fina dentro do que a Ponte vem passando. Mas a vontade de querer ganhar duelo sem bola está dentro do jogador. Se a gente tiver isso, vai estar no mínimo mais distante da derrota e mais próximo da vitória. Acredito que se aumentarmos o nosso nível de competitividade e lutarmos com o que temos, temos uma grande chance de estancar essa sequência negativa e, se Deus quiser, conseguir a nossa vitória, que é o que tanto esperamos”, analisou detalhadamente.

Conhecedor profundo do clube campineiro, Pottker não fugiu de temas extracampo polêmicos. O atacante citou abertamente os problemas com atrasos salariais e apontou uma nítida estagnação estrutural no Estádio Moisés Lucarelli nas últimas décadas, exigindo capacidade de superação diária de todo o grupo.

“É claro que o salário incomoda, coisas tinham que melhorar aqui dentro e têm que melhorar. Eu joguei aqui há dez anos e parece que retrocedeu, parece que estou em 2005. Mas é o que eu tenho para trabalhar, é o que eu tenho para vestir, é o que eu tenho para jogar. Então eu tenho que aceitar isso e entender onde estou”, concluiu com firmeza.

PRÓXIMO DESAFIO

Buscando quebrar a incômoda sequência de seis derrotas e um empate nos últimos sete compromissos, a Ponte Preta volta a campo na próxima segunda-feira (22), às 20h. O desafio será o clássico regional contra o Novorizontino, diante do seu torcedor no Majestoso.

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