Ponte Preta precisará de empréstimos para 2027; Entenda!
Marco Antônio Eberlin revelou publicamente que a instituição precisará recorrer a empréstimos financeiros para quitar passivos pendentes e viabilizar o planejamento
O cenário econômico da Ponte Preta segue pressionado por um passivo estimado em cerca de R$ 320 milhões
Campinas, SP, 04 (AFI) — Vivendo um momento de profunda reestruturação após uma temporada esportiva bastante desafiadora, a Ponte Preta já projeta os passos necessários para colocar a casa em ordem.
Vice-presidente e diretor de futebol do clube, Marco Antônio Eberlin revelou publicamente que a instituição precisará recorrer a empréstimos financeiros para quitar passivos pendentes e viabilizar o planejamento estratégico voltado para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista e da Série C do Campeonato Brasileiro em 2027.
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Durante evento realizado na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), o dirigente pontuou que o presidente Luiz Torrano tem concentrado esforços na captação de recursos para normalizar a folha salarial dos profissionais que permanecem no Moisés Lucarelli, cuja reapresentação geral está agendada para o dia 7 de dezembro.
“Quando eu falo de honrar o compromisso, é quitar o que tem a Ponte Preta hoje. Quem está no clube hoje e quem for ficar para o ano que vem. Não há viabilidade para quitar tudo. É praticamente impossível. Para se zerar, para começar um ano bom e ter um time competitivo, não tem outra alternativa senão empréstimos”, ponderou Eberlin.
FINANÇAS NO VERMELHO
O cenário econômico da Macaca segue pressionado por um passivo estimado em cerca de R$ 320 milhões, montante que sequer computa os débitos acumulados de IPTU, calculados na faixa de R$ 20 milhões, além de um déficit operacional mensal que gira em torno de R$ 2,8 milhões.
Para o diretor, a viabilização de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) representaria a tábua de salvação ideal para estancar a sangria financeira, algo que, segundo ele, acabou frustrado pela resistência de setores internos.
“Se estivéssemos com a SAF, a Ponte estancava a hemorragia financeira. Mas uma minoria trabalhou contra o clube. É uma situação que não queríamos”, lamentou, relembrando a proposta bilionária de investimentos que rondava a casa de R$ 1 bilhão.
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IMPACTO DA SAF
Apesar dos rebaixamentos acumulados no Paulistão e na Série B ao longo de 2026, a diretoria alvinegra reforça a urgência de resgatar o protagonismo histórico da instituição por meio de rigor fiscal e organização a longo prazo.
“Precisamos de um norte, retomar um crescimento e buscar voltar a ser um clube protagonista. Isso demanda uma organização financeira melhor, uma programação, um planejamento para o futuro”, completou o dirigente.
Antes de virar oficialmente a página para o próximo ano, a Macaca cumpre tabela nas duas rodadas finais da Série B de 2026. A equipe visita o Goiás no próximo domingo, fora de casa, e encerra a sua participação no torneio nacional no dia 14 de novembro, quando recebe o Operário-PR no Estádio Moisés Lucarelli.





































































































































