Ponte Preta expõe drama físico após nova derrota na Série B
Segundo o treinador, André Lima entrou em campo mesmo sentindo dores e precisou receber uma injeção antes da partida para conseguir atuar
Márcio Zanardi revelou que jogadores precisaram atuar no sacrifício contra o Avaí diante da falta de opções no elenco da Ponte Preta
Campinas, SP, 24 (AFI) – A crise da Ponte Preta ultrapassa os problemas financeiros e começa a cobrar um preço dentro de campo. Após a derrota por 2 a 0 para o Avaí, neste domingo (23), no Moisés Lucarelli, o técnico Márcio Zanardi revelou que jogadores precisaram atuar no sacrifício diante da falta de opções no elenco.
Um dos casos mais preocupantes foi o do volante André Lima. Segundo o treinador, o jogador entrou em campo mesmo sentindo dores e precisou receber uma injeção antes da partida para conseguir atuar.
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“Ele sentiu a perna, chegou para mim e falou: ‘Eu vou jogar de qualquer jeito’. Ele tomou injeção, tratou e não tinha a mínima condição de jogar. Não sei se vocês perceberam, não deu um chute, não abriu a passada, não correu, não conseguiu marcar. Você vê o nível e o caráter desses jogadores, né?”, relatou Zanardi.
A situação do elenco alvinegro é agravada por lesões, suspensões e pelos três transfer bans que impedem o clube de registrar novos jogadores. Contra o Avaí, Zanardi teve apenas 19 atletas disponíveis e precisou novamente recorrer às categorias de base para completar o banco de reservas.
JOGADORES NO SACRIFÍCIO
O treinador também citou Murilo Cavalcante, que voltou a atuar depois de mais de três meses afastado por uma lesão muscular. O meia tinha condições de permanecer em campo por aproximadamente 20 minutos, mas acabou sendo utilizado diante da necessidade.
“Ele tinha condições de jogar 20 minutos ali. Esses jogadores jogaram com muita hombridade antes da hora, sabendo o cenário que está a Ponte Preta.”
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Zanardi ainda incluiu Léo Gomes entre os jogadores que vêm enfrentando dificuldades físicas, mas que precisam entrar em campo devido à escassez de alternativas.
“Se fosse qualquer lugar normal, o André, o Murilo, o Léo não jogariam hoje. Eles não têm condições de jogar, mas como o elenco está curto, eles foram para o sacrifício, e aí a gente assume o risco, né?”
CRISE NA MACACA
A derrota para o Avaí ampliou a sequência negativa da Ponte Preta na Série B. O time chegou ao 18º jogo consecutivo sem vencer, sendo 15 derrotas no período. Com apenas 10 pontos em 24 rodadas, a Macaca ocupa a última colocação e vê a luta contra o rebaixamento ficar cada vez mais complicada.
Fora de campo, o cenário também é crítico. Durante a semana, os jogadores divulgaram um manifesto em que afirmaram estar há cerca de seis meses sem receber salários. O elenco estabeleceu o dia 25 de agosto como prazo para a regularização das pendências e ameaça paralisar as atividades caso os pagamentos não sejam realizados.





































































































































