Ponte Preta é punida pela CNRD e sofre novo transferban

Macaca é novamente punida pela CNRD por inadimplência em acordo milionário e fica impedida de registrar jogadores por até seis meses.

Além da sanção nacional, a Ponte Preta ainda corre risco de sofrer nova punição internacional.

IMG 3026

Campinas, SP, 8 (AFI) – A Ponte Preta recebeu mais um duro golpe em meio à sua grave crise financeira. A Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD) aplicou um novo transfer ban à Macaca, impedindo o clube de registrar novos jogadores na CBF por um período inicial de seis meses. A punição ocorre devido ao não cumprimento de parcelas previstas em acordo coletivo firmado para quitação de dívidas milionárias.

A decisão, assinada pela relatora Ana Beatriz Macedo na última quinta-feira, aponta que o clube não comprovou, dentro do prazo estipulado, o pagamento das parcelas vencidas em fevereiro, março e abril deste ano. O plano, firmado em setembro de 2024, previa a regularização de aproximadamente R$ 18 milhões em débitos com jogadores, técnicos, intermediários e clubes, em um parcelamento de até dez anos.

ENTENDA O MOTIVO DA PUNIÇÃO

O acordo estabelecido pela CNRD exigia pagamentos mensais iniciais de R$ 150 mil, mas a inadimplência voltou a comprometer a situação jurídica da Ponte Preta. Sem comprovar os repasses recentes, o clube acabou novamente sancionado, repetindo um problema que já havia prejudicado diretamente o planejamento esportivo em 2025 e 2026.

A punição poderá ser derrubada caso a diretoria regularize imediatamente os débitos pendentes, mas enquanto isso, a Macaca segue impossibilitada de reforçar seu elenco oficialmente.

IMPACTO DIRETO NO FUTEBOL

O histórico recente mostra o peso dessas punições. Na temporada passada, a Ponte já havia enfrentado restrições semelhantes tanto na CNRD quanto na Fifa, o que limitou inscrições de reforços no Campeonato Paulista.

Na ocasião, o clube só conseguiu regularizar contratações a partir da quarta rodada, utilizando atletas das categorias de base nos primeiros compromissos. A limitação foi considerada um dos fatores determinantes para o rebaixamento da equipe no estadual.

Agora, embora a janela de transferências brasileira esteja fechada até 20 de julho, o novo bloqueio representa enorme preocupação para o planejamento da sequência da Série B.

RISCO TAMBÉM NA FIFA

Além da sanção nacional, a Ponte Preta ainda corre risco de sofrer nova punição internacional. O clube enfrenta pendências relacionadas ao zagueiro boliviano Luis Haquin, por atraso no pagamento da segunda parcela de um acordo de R$ 227.777,75 referente à passagem do atleta pelo Majestoso em 2024.

Caso a situação não seja regularizada, a Fifa também poderá impor restrições adicionais, ampliando ainda mais o colapso administrativo.

CRISE FINANCEIRA PREOCUPA

Os bastidores seguem turbulentos em Campinas. Desde meados de 2025, atrasos salariais recorrentes afetam jogadores, funcionários e estrutura interna.

A soma de problemas financeiros, punições esportivas e pressão por resultados transformou o cenário da Ponte Preta em um dos mais delicados de sua história recente.

SITUAÇÃO NA SÉRIE B

Dentro de campo, o momento também inspira cuidados. Com apenas sete pontos conquistados em 21 disputados, a equipe aparece próxima à zona de rebaixamento da Série B.

O próximo compromisso será neste sábado, às 18h30, diante do Sport, no estádio Moisés Lucarelli, em confronto considerado decisivo para aliviar a pressão sobre elenco e comissão técnica.

Confira também: