Ponte Preta aproveita pausa na Série B para iniciar reformano gramado
O clube aproveita o intervalo de duas semanas sem jogos em casa pela competição para realizar intervenções emergenciais no campo
Com a rejeição da SAF na AGE do último sábado (19), a Macaca precisa recorrer a recursos próprios e buscar ajuda para realizar a obra
Campinas, SP, 22 (AFI) – Vivendo um “circo político”, a Ponte Preta anunciou uma “reforma emergencial” no gramado do Estádio Moisés Lucarelli nesta segunda-feira (21), logo após a reprovação da transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!
Com a rejeição da SAF na Assembleia Geral Extraordinária do último sábado (19), a Macaca precisa recorrer a recursos próprios e buscar ajuda para realizar, de forma emergencial, a recuperação do gramado do Majestoso.
O clube anunciou que inicia naterça-feira (22) os trabalhos no campo, aproveitando o período de duas semanas sem partidas da equipe como mandante pela Série B do Campeonato Brasileiro.
A intervenção ocorre em meio à grave crise financeira enfrentada pela Ponte. A auditoria que serviu de base para a proposta de SAF apontou dívida de aproximadamente R$ 320 milhões e déficit operacional mensal na casa dos R$ 2,8 milhões, cenário que limita a capacidade de investimento da associação.
REFORMA EMERGENCIAL
De acordo com o cronograma divulgado pela Ponte, a primeira etapa terá como objetivo recuperar as condições de utilização do gramado. Entre os procedimentos estão a descompactação e aeração do solo, técnicas que facilitam a entrada de água, ar e nutrientes até as raízes da grama.
O trabalho também contará com adubação e cortes técnicos, buscando melhorar a uniformidade e o nivelamento da superfície. Depois dessa etapa, o campo passará a receber manutenção rotineira, incluindo serviços de irrigação e poda.
A medida é considerada emergencial porque o clube ainda planeja uma intervenção mais abrangente ao final da temporada. O projeto prevê a reconstrução do sistema de drenagem e a implantação de irrigação automatizada, além da recuperação geral do campo.
INVESTIMENTO PREVISTO NA SAF
A proposta que estava em discussão antes da votação dos associados previa um pacote de aproximadamente R$ 1 bilhão, dividido entre diferentes áreas. Desse montante, R$ 300 milhões seriam destinados ao pagamento de dívidas, outros R$ 300 milhões ao futebol profissional e às categorias de base ao longo de dez anos, enquanto R$ 400 milhões seriam aplicados na modernização do Majestoso e em melhorias no CT.
O projeto para o estádio incluía a possibilidade de transformação do Majestoso em uma arena multiuso, com capacidade estimada em cerca de 21 mil pessoas. A proposta também previa um aporte inicial de R$ 10 milhões para o clube, condicionado ao cumprimento de exigências jurídicas e financeiras.
Adicione o FI nas suas fontes favoritas do Google!
A SAF, porém, foi rejeitada pelos associados no sábado. Dos 384 votantes, 234 foram favoráveis e 150 contrários, enquanto eram necessários 256 votos pelo “sim” para atingir os dois terços exigidos.
Com a decisão, a Ponte terá de encontrar alternativas para manter os investimentos estruturais necessários ao clube enquanto enfrenta um cenário financeiro delicado.
As mudanças na Série B, porém, não devem atingir diretamente a Ponte Preta em 2027, porque o time é lanterna da Série C e tem 99,9% de chances de ser rebaixo para a Série C do Brasileiro.
AGENDA E REUNIÃO NA CBF
A Ponte Preta volta a campo na próxima terça-feira (29), quando enfrenta o Botafogo-SP, às 19h30, na Arena NicNet, pela 30ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Além disso, os clubes das Séries A e B e as Federações aprovaram nesta segunda-feira uma mudança no limite de estrangeiros que poderão ser relacionados por partida no Campeonato Brasileiro. A alteração começa a valer em 2027 e será implantada de forma gradual até 2030. A Macaca esteve representada na reunião pelo Diretor Jurídico José Henrique Specie. Entre as mudanças, está inclusa uma nova grade de horários para a Série B.





































































































































