Polícia investiga possível fraude em processo do Vasco
O inquérito é conduzido pela Delegacia de Defraudações e foi aberto em maio
Rio de Janeiro, RJ , 12 (AFI) – A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura uma possível irregularidade relacionada ao processo de recuperação judicial do Vasco. A investigação envolve uma ação movida pelo ex-jogador Max, que defende ter valores a receber do clube, e também alcança o presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano, além de um advogado ligado ao caso.
O inquérito é conduzido pela Delegacia de Defraudações e foi aberto em maio. A principal questão investigada é a inclusão de um crédito de aproximadamente R$ 8 milhões no processo de recuperação judicial. O Vasco contestou judicialmente o valor, que anteriormente havia sido reconhecido no processo.
DEPOIMENTO
Max, que defendeu o Vasco no início da década de 2010 e atualmente iniciou carreira como treinador, já prestou depoimento.
Segundo o ex-atleta, seus advogados informaram que a ação poderia representar cerca de R$ 8 milhões, mas, dentro das regras da recuperação judicial, o montante a ser recebido ficaria próximo de R$ 5 milhões.
Belaciano também entrou na mira da investigação. Ele foi advogado de Max quando o ex-jogador ingressou com a ação, em 2016, mas afirma ter encerrado a relação profissional com o atleta em 2017. Posteriormente, passou a exercer função dentro da estrutura política do Vasco.
ADVOGADO
O atual advogado de Max, Moisés Gleicher, também foi chamado para prestar esclarecimentos. Até o momento, ambos ainda não compareceram à delegacia. Belaciano foi intimado em duas oportunidades e deverá ser novamente convocado.
A investigação já ouviu outros nomes ligados ao clube. Entre eles estão Carlos Amodeo, ex-CEO do Vasco, Bianca Reis, ex-diretora jurídica, Adriana Zamponi, representante da administradora judicial do processo, e Gabriel Souza, diretor financeiro do clube.
Nos depoimentos, Amodeo e Bianca afirmaram ter recebido alertas sobre uma possível irregularidade envolvendo o balanço de 2025. Eles também relataram que o valor de cerca de R$ 8 milhões teria sido incluído nos autos pelo próprio credor.
VERSÃO
A versão apresentada pela administradora judicial é diferente. Adriana Zamponi declarou que Vasco e SAF reconheciam inicialmente valores próximos de R$ 7,9 milhões, embora existissem divergências relacionadas a questões previdenciárias e tributárias. Após novos cálculos, o montante teria chegado perto de R$ 8 milhões.
O Conselho Fiscal da SAF também já havia levantado questionamentos sobre o episódio. Em manifestação relacionada ao balanço financeiro de 2025, o órgão apontou possível conflito de interesses devido à participação de Belaciano em negociações envolvendo credores trabalhistas, área na qual ele havia atuado profissionalmente contra o próprio clube.
NEGOU
Ao se manifestar sobre o caso, Belaciano negou qualquer irregularidade. Ele afirmou que não é investigado, que não participou de cálculos ou negociações financeiras e que sua atuação ocorreu apenas de maneira pontual, a pedido da antiga direção, para facilitar o contato com advogados de credores.
A Polícia pretende ouvir ainda o presidente do Vasco, Pedrinho. A expectativa é de que o inquérito seja concluído nas próximas semanas, após a tomada dos últimos depoimentos.





































































































































