Operário-PR tenta recuperar direitos e decisão pode repercutir entre 31 clubes
O clube paranaense estipulou o valor da operação em R$ 2,21 milhões
A iniciativa, porém, provocou uma reação da SME, que entende que o assunto ultrapassa a relação entre a empresa e o Operário
Ponta Grossa, PR , 02 (AFI) – O Operário-PR levou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma proposta para recomprar os 10% de seus direitos econômicos que estão nas mãos da Sports Media Entertainment (SME), investidora ligada ao Futebol Forte União (FFU).
O clube paranaense estipulou o valor da operação em R$ 2,21 milhões e afirma que pretende recuperar integralmente a participação sem abandonar a negociação coletiva dos direitos comerciais.
INICIATIVA
A iniciativa, porém, provocou uma reação da SME, que entende que o assunto ultrapassa a relação entre a empresa e o Operário.
Segundo a investidora, uma eventual recompra individual pode produzir reflexos sobre toda a estrutura do FFU, formada por 31 clubes, além de envolver regras coletivas de governança e exploração comercial.
A empresa também questiona o fato de o clube ter apresentado a proposta diretamente ao Cade, em vez de encaminhá-la inicialmente aos demais integrantes do condomínio.
VALOR CALCULADO
O valor calculado pelo Operário considera os recursos originalmente investidos pela SME, com aplicação de juros equivalentes a 100% do CDI mais 4% ao ano, proporcionalmente ao período de cada aporte até o pagamento.
O clube afirma ainda ter buscado informações para chegar ao montante e diz que possui uma proposta de crédito para viabilizar a operação.
Apesar da movimentação, o Operário sustenta que não pretende deixar o bloco comercial. A intenção, de acordo com o clube, é apenas reassumir a totalidade dos direitos econômicos, permanecendo na comercialização conjunta com os demais participantes.
O presidente do grupo gestor, Álvaro Góes, contudo, admitiu que uma saída da liga pode ser avaliada caso não haja uma solução considerada vantajosa para a equipe.
SME
A SME, por sua vez, avalia que boa parte da discussão envolve interpretação de contratos, definição de valores e cumprimento de instrumentos privados.
Na visão da empresa, essas questões deveriam ser tratadas pelos mecanismos previstos nos próprios acordos, enquanto a atuação do Cade deveria ficar restrita aos possíveis efeitos concorrenciais da estrutura.





































































































































