O problema que está se repetindo no Guarani e pode custar caro na reta final
O Bugre vem de derrota para o Anápolis por 2 a 1, de virada, na última rodada da Série C
Apesar do revés, o Guarani só depende dele para avançar à próxima fase da competição
Campinas, SP, 11 (AFI) – O Guarani deixou escapar diante do Anápolis mais do que três pontos. A derrota por 2 a 1, sofrida no último lance da partida, voltou a expor uma dificuldade que já havia aparecido durante a campanha: quando tem a oportunidade de encaminhar uma vitória, o Bugre não consegue transformar as chances criadas em uma vantagem capaz de dar tranquilidade ao time.
O roteiro da partida no Jonas Duarte teve ingredientes que o torcedor já havia visto nesta Série C. O Guarani abriu o placar com Guilherme Cachoeira, encontrou espaços para ampliar e teve oportunidades claras para fazer o segundo gol. Lucca, por exemplo, ficou perto de marcar em três ocasiões. Neto Costa também teve uma chance importante na etapa final.
A falta de eficiência acabou cobrando a conta.
O Anápolis ganhou confiança, o Guarani passou a ter menos margem para erro e, quando o adversário encontrou os espaços, os problemas apareceram novamente. Raphael Rodrigues cometeu o pênalti que originou o empate. Já nos acréscimos, um erro na saída de bola terminou com a sobra para Matheus Lagoa, que marcou o gol da virada.
Um problema que já havia aparecido
O resultado chama ainda mais atenção porque não foi a primeira vez que o Guarani perdeu uma partida nesta Série C depois de construir uma vantagem confortável.
Em julho, contra o Paysandu, o Bugre chegou a abrir 2 a 0 fora de casa. Mesmo assim, sofreu três gols no segundo tempo e acabou derrotado por 3 a 2. Na ocasião, a equipe paraense conseguiu reagir, pressionou após o intervalo e virou o confronto nos minutos finais.
A diferença é que, contra o Anápolis, o Guarani não chegou a construir uma vantagem tão grande. Mas o princípio foi semelhante: o time teve oportunidades para deixar o jogo mais confortável e não conseguiu aproveitar.
É justamente aí que mora o alerta.
Em uma competição equilibrada como a Série C, não basta jogar bem durante determinados períodos. É preciso saber transformar domínio em gols e, quando a vantagem aparece, controlar o adversário até o apito final.
O próprio técnico Elio Sizenando reconheceu o problema depois da partida contra o Anápolis.
“Faltou a gente matar o jogo.”
A declaração resume o que aconteceu no Jonas Duarte. O treinador afirmou que o Guarani teve oportunidades suficientes para conseguir um resultado melhor, mas não aproveitou.
Os pontos que escapam começam a pesar
O impacto do novo tropeço vai além da estatística da rodada.
O Guarani entrou na partida contra o Anápolis como vice-líder e tinha a possibilidade de terminar a rodada na liderança. Com a derrota, caiu para a quinta colocação, com 26 pontos, enquanto a Inter de Limeira assumiu a ponta com 28.
A situação ainda está longe de ser desesperadora. O Bugre continua dentro da zona de classificação e depende das próprias forças para avançar. A primeira fase terá 19 rodadas, e os oito melhores colocados seguem para a segunda etapa da competição.
Mas o momento exige atenção justamente porque o campeonato está chegando ao trecho em que cada detalhe ganha peso.
Depois do Anápolis, restam apenas três partidas para o Guarani encerrar a primeira fase. A próxima será contra o Ypiranga-RS, na segunda-feira (17), no Brinco de Ouro.
Ataque precisa aproveitar; defesa precisa proteger
O problema não está exclusivamente em um setor.
O Guarani precisa ser mais eficiente quando tem as oportunidades. Contra o Anápolis, foram pelo menos quatro situações claras relatadas após a partida que poderiam ter mudado completamente o cenário do jogo.
Ao mesmo tempo, a equipe precisa reduzir os erros individuais quando não consegue ampliar.
Contra o Paysandu, a vantagem de 2 a 0 não foi suficiente. Contra o Anápolis, o 1 a 0 também não resistiu. Em dois jogos diferentes, contra adversários diferentes e em contextos distintos, o resultado final teve o mesmo ingrediente: uma vantagem que não virou vitória.
Não significa que o Guarani esteja condenado a repetir o problema. Pelo contrário. A equipe ainda tem tempo para corrigir o comportamento e chegar mais preparada ao quadrangular final.
Mas o alerta está dado.
A Série C não costuma perdoar equipes que deixam jogos escaparem das mãos. E, quando começar a segunda fase, a margem para recuperar pontos será ainda menor.
O Guarani chegou ao trecho mais importante da temporada. Agora, não basta criar as chances. É preciso aproveitá-las. Não basta sair na frente. É preciso saber fechar o jogo.
Porque, se o roteiro continuar o mesmo, o preço de um erro pode ser muito maior do que uma derrota na primeira fase.





































































































































