Louzer persegue marca histórica no Guarani enquanto vê elenco desmoronar para 2027
Segundo treinador com mais partidas pelo Bugre neste século está perto do centésimo jogo
Umberto Louzer chegou a 87 jogos pelo Guarani e está a 13 de completar cem partidas no comando do clube.
Campinas, SP, 04 (AFI) – Umberto Louzer voltou ao Guarani cercado por uma contradição. Ao mesmo tempo em que se aproxima de uma marca reservada a poucos treinadores na história recente do clube, o técnico terá de conduzir a reconstrução de um elenco que pode perder a maior parte de seus jogadores para 2027.
Antes da partida contra o Brusque, Louzer acumulava 86 jogos pelo Bugre. Como comandou a equipe no empate por 2 a 2 pela rodada final da Série C, chegou ao 87º compromisso e ficou a 13 de completar cem partidas. Ele ocupa a segunda posição entre os técnicos que mais dirigiram o Guarani no século XXI.
A liderança pertence a Oswaldo Alvarez, o Vadão, com 150 jogos. Depois de Louzer aparecem Jair Picerni, com 69, Daniel Paulista, com 58, e Luís Carlos Barbieri, com 43.
A identificação de Louzer com o clube começou muito antes da atual passagem. Como volante, defendeu o Guarani entre 2005 e 2007. Anos depois, retornou como treinador e conquistou o acesso ao Paulistão com o título da Série A2 de 2018. Também comandou o time entre 2023 e 2024. Agora, vive sua terceira passagem à frente da equipe.
O contrato atual vai inicialmente até o fim do Campeonato Paulista de 2027. Louzer aceitou uma redução salarial para se adequar à realidade financeira do Guarani e continua nos planos mesmo depois da eliminação na Série C. A tendência é de que participe diretamente da montagem do próximo elenco.
O problema é que o treinador ainda não sabe qual equipe terá à disposição. Entre os jogadores que terminaram a Série C como titulares, somente cinco possuem contrato para a próxima temporada: Caíque França, Emerson Barbosa, Jonathan Costa, Guilherme Cachoeira e Maranhão. Jonathan e Cachoeira já foram emprestados, respectivamente, a Vila Nova e Londrina.
Carlos Frontini projetou uma reformulação de aproximadamente 70% do grupo. Jogadores importantes já deixaram o clube, enquanto outros terão suas permanências analisadas de acordo com o custo e com a nova realidade financeira. As principais decisões também estão ligadas ao andamento da proposta de transformação do futebol em SAF.
PENSANDO EM 2027
Além dos cem jogos, Louzer poderá perseguir uma marca que atravessa gerações. Desde Zé Duarte, em 1981, o Guarani não inicia e termina uma mesma temporada com o mesmo treinador. Em 2026, Louzer foi o terceiro comandante utilizado pelo clube, depois de Matheus Costa e Elio Sizenando. Desde outubro de 2024, quando Rômulo Amaro assumiu a presidência do Conselho de Administração, ele é o sexto técnico contratado.
Para transformar longevidade em legado, Louzer precisará sobreviver à instabilidade que derrubou seus antecessores e devolver competitividade a uma equipe que será quase inteiramente remontada. Chegar ao centésimo jogo pode ser apenas o primeiro marco. O verdadeiro desafio será impedir que sua nova passagem termine como mais um trabalho interrompido no Brinco de Ouro.





































































































































