Jeová Rodrigues vive busca pelo tri da Copa Paulista
O Norusca já conhece o caminho do título. Foi campeão em 2005 e 2012 e agora tenta conquistar a competição pela terceira vez
Um personagem que viveu as duas conquistas continua no clube: Jeová Rodrigues, conhecido como Seu Rodrigues ou Muchacho
BAURU, SP , 25 (AFI) – O Noroeste busca neste fim de ano o tricampeonato da Copa Paulista Rivalo, mas terá que passar pelo São José para chegar à decisão. As equipes fazem o primeiro jogo da semifinal neste domingo, às 10h, no Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru.
A volta será no próximo sábado, no Martins Pereira, em São José dos Campos. O vencedor enfrentará na final Grêmio Prudente ou União São João de Araras.
O Norusca já conhece o caminho do título. Foi campeão em 2005 e 2012 e agora tenta conquistar a competição pela terceira vez. Um personagem que viveu as duas conquistas continua no clube: Jeová Rodrigues, conhecido como Seu Rodrigues ou Muchacho. Além dele, Marcelo dos Santos era jogador e fez gol na final também falou da época.
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SEU MUCHACHO
Aos 77 anos, Muchacho, o massagista, é um dos personagens mais conhecidos do Noroeste e um dos grandes torcedores do clube. São 43 anos dedicados ao Alvirrubro, acompanhando diferentes gerações de jogadores, treinadores e dirigentes e participando de momentos importantes da história noroestina.
“É um motivo de grandeza, de confiança, tudo envolve. Estou muito feliz também por estar participando dos três títulos. E vamos em busca dele com toda a certeza.” O Noroeste conquistou sua primeira Copa Paulista em 2005, justamente na primeira final disputada pelo clube. Diante do Rio Claro, venceu os dois jogos: 3 a 2 e 4 a 2.
Jeová estava lá, assim como Marcelo Santos, que atualmente é auxiliar técnico de Vaguinho Santos. Marcelo chegou ao clube naquele ano, participou do acesso da Série A2 para a Série A1 e depois do título da Copa Paulista. Aos 26 anos, era o jogador mais velho de um elenco formado por muitos jovens e atletas do sub-20.

Para Marcelo, a conquista foi construída de forma inesperada, com o grupo abraçando a ideia do técnico Carlos Alberto Seixas.
“Eu cheguei aqui em 2005, conquistamos o acesso da Série A2 para a Série A1 e, logo na sequência, o título da Copa Paulista. Era um time jovem, com muitos garotos do sub-20. Eu era o jogador mais velho daquele elenco, com 26 anos. Foi uma conquista que posso dizer que foi inesperada. Os meninos compraram a ideia e nós, os jogadores mais velhos, também abraçamos essa causa. As coisas acabaram acontecendo de forma extraordinária.”
Marcelo também destacou a emoção de voltar ao Noroeste tantos anos depois e acompanhar novamente uma campanha que pode terminar com um título.
“Hoje, poder participar novamente, estar perto de chegar a mais uma conquista ou mais uma final, é um prazer enorme voltar a trabalhar aqui no clube depois de tantos anos. Espero que a gente tenha êxito novamente, como tivemos em 2005.”
BI VEIO EM 2012
Sete anos depois, Jeová participou de outra conquista. Em 2012, o Noroeste enfrentou o Audax na decisão. No Alfredo de Castilho, venceu por 2 a 1, com gols de Hélio e Casado, enquanto Rafinha marcou para o adversário.
Na volta, em 25 de novembro, no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo, o Noroeste ganhou por 1 a 0, com gol de Diogo, e conquistou o bicampeonato. A primeira partida teve pouco mais de 4 mil torcedores.
Jeová foi o único personagem a participar dos dois títulos, ao lado de Marcelo Santos em 2005. Agora, 14 anos depois da segunda conquista, ele pode novamente estar presente em uma possível campanha campeã.

Ainda sobre o primeiro título, Jeová lembra da confiança adquirida pelo grupo durante a campanha. “Foi o começo de tudo. Era um time que não era tão forte, mas os caras acreditaram e chegamos onde chegamos.”
PASSADO E PRESENTE NO NOROESTE
A história de Jeová no Noroeste começou em 1984, inicialmente como roupeiro. Depois, tornou-se massagista, função que exerce até hoje. Antes disso, ainda adolescente, trabalhou na antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. A ligação com a música paraguaia lhe rendeu o apelido de “Muchacho”.
Ao longo de mais de quatro décadas, acompanhou conquistas, reconstruções e diferentes gerações do clube, tornando-se uma referência no cotidiano alvirrubro.
Outro personagem importante dessa história é Osvaldo Lúcio Claudino, o Vadinho. Volante, destacou-se pelo Noroeste entre 1986 e 1987 e voltou ao clube em 1991. Foi campeão paulista da Segunda Divisão em 1986 e, em 1987, atuando pelo Marítimo, de Portugal, foi artilheiro do Torneio Internacional Autonomia do Funchal, na Ilha da Madeira.
Nos anos 2000, Vadinho retornou ao Noroeste para trabalhar na formação de novos talentos nas categorias de base, mantendo sua ligação com o clube.
A presença de Jeová, Marcelo e Vadinho mostra como diferentes gerações continuam conectadas à história do Noroeste. Marcelo, inclusive, procura transmitir essa tradição aos jogadores atuais e reforçar a importância da competição.
“A camisa que nós vestimos, a história que esse clube tem, e eles precisam saber que essa é a nossa Copa do Mundo. Neste momento, a Copa Paulista tem uma importância muito grande para o clube. A gente pode colocar o clube novamente no cenário nacional, conquistando uma vaga na Série D ou na Copa do Brasil. Esse título vale mais do que a conquista da Copa Paulista: nos levaria novamente a um cenário nacional.”
Agora, enquanto os jogadores buscam dentro de campo uma vaga na final, Jeová carrega a memória das duas conquistas anteriores e pode viver novamente uma decisão. Depois dos títulos de 2005 e 2012, o massagista espera completar a história com um possível tricampeonato do Noroeste.





































































































































