Botafogo enfrenta impasse após oferta de investimento de Textor

John Textor propõe aporte milionário ao Botafogo; clube social hesita.

John Textor propõe aporte de R$ 127 mi ao Botafogo, mas impasse com clube social pode complicar emissão de novas ações da SAF.

Brasileirão-2026
John Textor fez proposta de investimento. (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Rio de Janeiro, RJ, 8 (AFI) – O empresário americano John Textor agitou os bastidores do Botafogo ao propor um investimento de US$ 25 milhões (R$ 127 milhões) no clube.

A proposta envolve a emissão de novas ações da SAF, mas enfrenta resistência do clube social.

A Eagle Bidco, que detém as ações e tem o fundo Ares como principal credor, ainda não deu o aval para mudanças societárias.

No documento apresentado na última terça-feira, Textor assegura que o clube social manteria seus 10% de participação na SAF.

No entanto, a diretoria do clube social ainda não decidiu se assina os documentos necessários para a capitalização.

PROPOSTA DE JOHN TEXTOR

A carta-proposta de Textor menciona um Contrato de Compra e Venda (SPA), datado de 26 de janeiro de 2026.

O acordo prevê a transferência de US$ 40 milhões em créditos financeiros e uma participação majoritária de 90% nas ações para a Eagle Football Group, empresa criada nas Ilhas Cayman.

A transferência depende da aprovação de todas as partes envolvidas, incluindo a Ares.

A Eagle Bidco é uma subsidiária da Eagle Football Holdings, sediada na Inglaterra. Ela venderia suas ações à Eagle Football Group, que assumiria o controle das ações do Botafogo.

IMPLICAÇÕES DO INVESTIMENTO

O SPA estipula que a Eagle Football Group investirá US$ 50 milhões em até cinco anos. Os US$ 25 milhões prometidos por Textor seriam apenas o início.

Além disso, a empresa nas Ilhas Cayman deve quitar US$ 40 milhões de créditos junto à Eagle Bidco até 31 de dezembro de 2026.

Se o clube social não assinar a capitalização, o valor pode ser injetado como empréstimo, aumentando a dívida sem dividir as ações da SAF.

Decisões passadas foram aprovadas com maioria no Conselho de Administração, mas há receio de protesto do clube social em cenários futuros.

A SAF deseja que o clube social assine e encerre negociações com a Ares. Caso a Ares questione a validade da assinatura, o assunto poderá ir para as vias jurídicas.

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