Executivo banca Pezzolano no Inter, mas admite: 'Resposta o quanto antes'
Diretoria do Internacional descarta demissão de Pezzolano e foca em recuperação no Brasileirão.
Fabinho Soldado banca permanência de Paulo Pezzolano no comando do Internacional após derrota para o Santos e protestos no Beira-Rio.
Porto Alegre, RS, 06 – O técnico Paulo Pezzolano seguirá no comando do Internacional. Após nova derrota no Campeonato Brasileiro e protestos fortes da torcida, o executivo de futebol Fabinho Soldado confirmou a permanência do uruguaio. O dirigente admitiu a necessidade de dar uma resposta imediata, mas rechaçou trocar de técnico sem convicção.
“O que precisamos é continuar acreditando. O que seria o fato novo? Mudar o treinador sem a convicção que daria certo? Está claro que precisamos dar uma resposta o quanto antes. Sabemos que o torcedor está ferido, com razão. Vamos juntar as nossas energias para fazer uma semana super positiva. O fato novo é ganhar lá contra a Chapecoense. O fato novo nosso é ganhar jogos”, explicou Soldado.
TREINADOR MANTIDO
Fabinho destacou ainda a disposição e motivação de Pezzolano em reverter a situação no Inter.
“O Paulo Pezzolano ainda acredita no projeto acredita no trabalho. Mesmo perdendo o jogo, ele ainda se sente motivado a tirar o melhor dessa equipe. É com esse trabalho que acreditamos e vamos seguir trabalhando dia a dia para que possamos realmente melhorar”, detalhou.
Apesar de bancar o treinador, o executivo colorado não escondeu a insatisfação pelos resultados.
“Não tem ninguém satisfeito com esse momento. Há uma insatisfação enorme da nossa parte e estamos fazendo tudo o que for possível para mobilizar o Internacional, o nosso elenco, o nosso staff para que os próximos desafios sejam realmente uma resposta imediata”, projetou.
DERROTA E EXPULSÃO
Na noite deste domingo, o Internacional foi derrotado pelo Santos no Beira-Rio, por 3 a 2, sofrendo os três gols no primeiro tempo, que também contou com a expulsão de Matheus Bahia. Pezzolano não comandou o time porque estava suspenso e foi substituído pelo auxiliar Esteban Conde.
Na entrevista pós-jogo, Conde descartou que uma possível pressão da diretoria tenha atrapalhado.
“Escolhemos uma estratégia para ganhar o jogo e não por conta da pressão da situação. Infelizmente cometemos um erro, sofremos um gol e o jogo mudou. Tivemos que nos expor mais. O momento é ruim, mas a diretoria tem nos dado todo o apoio e liberdade para trabalhar e escolher uma estratégia”, explicou.
JEJUM E HISTÓRICO
O Internacional está há dez jogos sem vencer no Brasileirão, sendo seis derrotas. A última vitória foi em 16 de maio, antes da parada para a Copa do Mundo, quando fez 4 a 1 no Vasco em casa. Com 25 pontos, está dentro da zona de rebaixamento, em 18º lugar.
O time flerta novamente com o rebaixamento. Em 2025, escapou por pouco, terminando com 44 pontos na 16ª posição, uma fora do Z-4, que teve Ceará e Fortaleza, com 43, Juventude, com 35, e Sport, com 17.
Em 2017, o Inter teve sua primeira participação na Série B, retornando à elite em segundo lugar com 71 pontos, atrás do América-MG, campeão com 73.
TENSÃO E PROTESTOS
Com a crise, a torcida fez diversos protestos neste domingo, com faixas e xingamentos contra o presidente Alessandro Barcellos. Vários torcedores também entraram em conflito com seguranças do estádio, tentando invadir um corredor que jogadores usam para deixar o local. A tropa de choque precisou ser acionada.
O time terá a semana livre para treinamento e volta a campo no próximo sábado, às 17h, quando visita a lanterna Chapecoense na Arena Condá, em Chapecó (SC), pela 27ª rodada.





































































































































