Há 21 anos, Paulista de Jundiaí protagonizava zebra histórica na Copa do Brasil
Há exatos 21 anos, o modesto Paulista de Jundiaí, então na Série B, derrubava o Fluminense na final da Copa do Brasil.
Jundiaí, SP, 22 (AFI) – Há exatos 21 anos, o futebol brasileiro testemunhava uma das maiores zebras de sua história. O Paulista de Jundiaí, um modesto clube do interior paulista que disputava a Série B do Campeonato Brasileiro, erguia a taça da Copa do Brasil de 2005. Na final, o adversário foi nada menos que o Fluminense, da Série A, um dos clubes mais tradicionais do país. O feito, consumado no dia 22 de junho, entrou para a galeria dos momentos mais surpreendentes da competição.
A 17ª edição da Copa do Brasil, organizada pela CBF, contou com 64 equipes em formato mata-mata. E foi nesse cenário de igualdade – onde tudo se decide em dois jogos – que o Paulista mostrou sua força e capacidade de superação.
O título de 2005 colocou o clube de Jundiaí ao lado do Santo André, campeão em 2004, como um dos times do interior de São Paulo a quebrar a hegemonia dos grandes centros. Mais do que o troféu, a conquista garantiu ao Paulista uma vaga inédita na Copa Libertadores da América de 2006, sonho que o clube pôde realizar graças à campanha heroica.
O TIME QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA
Sob o comando do técnico Vagner Mancini, o Paulista montou uma equipe competitiva e equilibrada, que cresceu na hora decisiva. O time-base daquela campanha inesquecível era formado por Rafael; Lucas, Dema, Anderson Batatais (que foi substituído por Réver durante a competição) e Julinho; Fábio Gomes, Cristian, Juliano e Márcio Mossoró; Léo Aro e André Leonel.
Alguns daqueles jogadores brilharam ainda mais após a conquista. O zagueiro Réver, que ganhou espaço durante a campanha, tornou-se ídolo no Atlético-MG e defendeu a Seleção Brasileira. O volante Cristian também se destacou, chegando a atuar no Corinthians e em outros grandes clubes.
A força do coletivo e a inteligência tática de Mancini foram os grandes diferenciais do time. Contra adversários tecnicamente superiores, o Paulista apostou na organização defensiva, na velocidade dos contra-ataques e na eficiência nos momentos decisivos.
A TRAJETÓRIA ATÉ A FINAL
O caminho do Paulista até a decisão foi repleto de obstáculos e superações. A partir das oitavas de final, o time enfrentou adversários de peso. O grande teste veio nas semifinais, quando eliminou o poderoso Cruzeiro com uma vitória magra por 5 a 4 no placar agregado. A eliminação do time mineiro, um dos favoritos ao título, acendeu o sinal de alerta para os grandes clubes.
Do outro lado, o Fluminense também fazia uma campanha consistente para chegar à decisão. Sob o comando de Abel Braga, o Tricolor carioca eliminou Botafogo, Grêmio e Ceará, chegando à final com status de favorito. A experiência e a tradição do clube das Laranjeiras contrastavam com a modesta estrutura do Paulista.
No entanto, o futebol mostrou mais uma vez que o favoritismo não se traduz em vitória.
O JOGO DE IDA: PAULISTA 2 X 0 FLUMINENSE
O primeiro confronto da decisão aconteceu no dia 15 de junho de 2005, no Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí. E o Paulista fez valer o fator casa. Diante de sua torcida, o Galo abriu vantagem importante ainda no segundo tempo.
O primeiro gol saiu dos pés de Márcio Mossoró, que aproveitou uma falha da defesa tricolor para abrir o placar. O segundo veio com Léo Aro, que finalizou com categoria após bela jogada. O 2 a 0 deixou o Fluminense em situação delicada, mas ainda com chances de reverter no Maracanã – que, na época, passava por reformas e não pôde receber a final. O jogo de volta, portanto, foi marcado para São Januário, estádio do Vasco.
O JOGO DE VOLTA: FLUMINENSE 0 X 0 PAULISTA
No dia 22 de junho de 2005, 21 anos atrás, a decisão acontecia no Rio de Janeiro. O estádio de São Januário estava lotado, com cerca de 25 mil torcedores, a maioria apoiando o Fluminense em busca da virada. A pressão foi enorme desde os primeiros minutos.
O Fluminense partiu para cima, criou oportunidades, mas encontrou um Paulista sólido, bem postado defensivamente e com uma organização tática impecável. O goleiro Rafael fez grandes defesas, e a zaga, liderada por Réver e Dema, segurou o ímpeto dos atacantes tricolores. No ataque, o Paulista também teve chances de ampliar, mas o placar não se mexeu.
O empate sem gols em São Januário garantiu o título ao Paulista, que venceu por 2 a 0 no agregado. A festa da pequena torcida presente no estádio contrastava com a tristeza dos torcedores do Fluminense, que viram o sonho do título escapar por uma atuação apagada em casa.





































































































































