Guarani precisa proteger contratos para não perder jogadores antes de reconstruir elenco

O planejamento envolve uma questão básica: saber com quem o departamento de futebol poderá efetivamente contar.

O planejamento bugrino reúne três tarefas: definir quem interessa, criar condições para manter esses jogadores e estabelecer o destino de quem está fora por empréstimo

Campinas, SP, 06 (AFI) – Antes de contratar reforços para 2027, o Guarani terá de resolver o futuro de jogadores que já possuem vínculo com o clube. Entre atletas emprestados, contratos próximos do encerramento e ações trabalhistas, o planejamento envolve uma questão básica: saber com quem o departamento de futebol poderá efetivamente contar.

Dois goleiros ajudam a explicar os diferentes caminhos enfrentados pelo Bugre. Enquanto a diretoria recusou uma primeira proposta de empréstimo por Fred Conte, a Justiça determinou o encerramento do vínculo de Emerson Júnior, que tinha contrato previsto até o fim de 2027.

FRED CONTE SEGUE NOS PLANOS

O Marília procurou o Guarani para tentar contratar Fred Conte por empréstimo. A investida inicial foi recusada porque o goleiro, de 23 anos, está nos planos para a próxima temporada.

O jogador tem contrato até dezembro de 2027, e o clube detém 70% de seus direitos econômicos. A manutenção, porém, ainda depende da composição do setor. A situação de Caíque França, emprestado ao Ceará, também participa dessa avaliação.

A recusa inicial preserva uma opção para o elenco e mantém o controle sobre uma eventual negociação. Não impede que o Guarani reavalie o empréstimo caso a definição dos demais goleiros altere o cenário.

EMERSON JÚNIOR TEM OUTRO DESFECHO

No caso de Emerson Júnior, o futuro foi encaminhado pela Justiça do Trabalho. A decisão determinou a liberação do vínculo diante dos indícios de inadimplência apresentados no processo.

A discussão definitiva sobre a modalidade da rescisão e as responsabilidades das partes ainda depende do andamento da ação. A liberação contratual, portanto, não deve ser confundida com o encerramento de todas as questões judiciais.

Para o Guarani, o risco esportivo é perder um jogador que ainda tinha contrato sem conduzir uma negociação nos moldes pretendidos pelo departamento de futebol. O problema pode se repetir quando atrasos comprometem a continuidade dos vínculos.

EMPRESTADOS EXIGEM DECISÕES DIFERENTES

Caíque França, Jonathan Costa e Guilherme Cachoeira estão entre os atletas emprestados que terão o futuro avaliado. O encerramento de uma cessão não representa, por si só, aproveitamento garantido no elenco seguinte.

Será necessário considerar rendimento, custo, interesse de outras equipes e espaço no grupo. Um jogador pode retornar para ser utilizado, permanecer emprestado ou entrar em outra negociação.

Os prazos também variam. Maranhão, por exemplo, foi emprestado à Ferroviária até maio de 2027 e não deve ser tratado como retorno automático para o início da temporada.

RECONSTRUÇÃO COMEÇA NA MANUTENÇÃO

O planejamento bugrino reúne três tarefas: definir quem interessa, criar condições para manter esses jogadores e estabelecer o destino de quem está fora por empréstimo. As contratações terão de acompanhar essas decisões.

Em um orçamento pressionado, perder atletas por inadimplência pode ampliar a necessidade de reposições. O clube passa a procurar no mercado uma solução para uma posição que, contratualmente, já tinha preenchida.

A reorganização do Guarani dependerá da qualidade das escolhas, mas também da capacidade de sustentá-las. Preservar os vínculos considerados úteis será parte do trabalho para evitar que a montagem do próximo elenco comece com novas perdas.

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