O torcedor do Guarani está a questionar como pode o seu clube perder um jogo contra o então penúltimo colocado da Série C.
Guarani perde gols incríveis e sofre derrota no minuto final para o Anápolis. A derrota tirou a chance dele assumir a ponta da Série C.
Campinas, SP, 10 (AFI) – O torcedor bugrino está a questionar como pode o seu clube perder um jogo contra o então penúltimo colocado da Série C do Brasileiro, o Anápolis, por 2 a 1?
E sofrendo gol no último minuto da partida, aos 49 do segundo tempo, na noite desta segunda-feira, em Anápolis.
Reflexo disso é a perda de uma posição na classificação, com queda do quarto para o quinto lugar, perdendo uma posição para o Paysandu, que venceu o Confiança por 2 a 1.
Ambos estão com os mesmos 26 pontos, mas a equipe do Pará se prevalece no critério número de vitórias, sendo oito contra sete.
CAPÍTULOS DA PARTIDA
Primeiro capítulo:
A estúpida expulsão do lateral-esquerdo Emerson, juntamente com Juninho, do Anápolis, aos 41 minutos do primeiro tempo, em confusão desnecessária entre ambos, foi o começo do desmoronamento do Guarani.
Até então, o jogo estava equilibrado, mesmo com o Guarani aquém de suas reais possibilidades.
Segundo capítulo:
Diante de uma defesa ‘vacilona’ – como a do Anápolis -, como pode o Guarani desperdiçar três reais oportunidades de gols?
Foram duas através do centroavante Lucca e outra com Neto Costa.
Terceiro capítulo:
A lesão do atacante Guilherme Cachoeira, deixando a equipe no intervalo, tirou aquela mobilidade ofensiva que o clube estava tendo pelo lado esquerdo, principalmente porque também ficou sem o lateral-esquerdo Emerson, que avançava.
Quarto capítulo:
Faltou leitura de jogo para o treinador Élio Sizenando, pois era o caso de ‘sacar’ o nulo Lucca para a entrada do Herbert já no intervalo, principalmente porque o lateral-esquerdo Leonan, do Anápolis, dava consistência ofensiva à sua equipe.
Capítulo quinto:
Um jogo que supostamente poderia estar sob controle do Guarani, de repente ele acaba dominado pelo adversário no segundo tempo, até os 30 minutos, com a entrada do atacante Hebert, que deu outra mobilidade ao time.
Foi o momento em que o Anápolis mostrava desgaste físico, e queda de rendimento nas substituições de jogadores.
CONFUSÃO NO GRAMADO E ARQUIBANCADA
Um jogo que se desenhava com naturalidade, e de repente uma ‘brigaiada’ de jogadores de ambos os lados mostrou troca de agressões entre Juninho, do Anápolis, e o lateral-esquerdo, do Emerson do Guarani.
Na ocasião, o árbitro Wallas Martins Lopes os expulsou, aos 41 minutos.
Naquela ‘encrenca’, o jogador Garibe, reserva do Anápolis, entrou naquele empurra-empurra de jogadores e também acabou expulso
Foi quando um pequeno grupo de torcedores do Guarani entrou em conflito com outros do Anápolis, só contidos com intervenção de policiais militares
Afora essa polêmica, um jogo em nível de igualdade em número de chances criadas de ambos os dados até o intervalo.
GOL DE CACHOEIRA
O Guarani saiu à frente do placar aos 14 minutos, quando o atacante Guilherme Cachoeira ficou livre pela meia esquerda e avançou até a finalização em cima do goleiro Ravel.
Como houve rebote, Cachoeira aproveitou para outro arremate rasteiro e certeiro, no canto direito: Guarani 1 a 0.
Se até então as equipes mostravam igualdade nas iniciativas, depois o Anápolis sentiu o reflexo desta desvantagem no placar, ocasião que o Guarani criou mais uma chance, aos 24 minutos, quanto o seu meia João Paulo lançou o centroavante de Lucca em condição de marcar, mas o chute saiu à esquerda do gol de Ravel.
DEFESAS DE CAÍQUE FRANÇA
O Anápolis só voltou para o ‘jogo’ no minuto seguinte, quando Juninho desperdiçou chance real de gol, com chute em cima do goleiro Caíque França.
E isso se repetiu aos 26 minutos, com nova defesa do goleiro bugrino.
Depois, com hesitação da marcação bugrina no lado esquerdo, Matheus Lagoa foi lançado pelo setor de meia direita e sofreu falta dentro da área, através do zagueiro Rafael Rodrigues do Guarani. Isso aos 35 minutos.
O pênalti marcado só foi cobrado três minutos depois, e convertido através do mesmo Matheus Lagoa, com chute forte e rasteiro no canto direito do goleiro Caíque França, que até tentou acertar o canto.
Ele foi em direção da bola, mas não conseguiu evitar o gol.
Depois disso, aos 41 minutos, a confusão citada com expulsões e assim terminou o primeiro tempo.
GUARANI PERDE CHANCES DE OURO
Aos 26 minutos do segundo tempo, Lucca, em contra-ataque do Guarani, ficou na cara do gol, mas de maneira incrível colocou a bola à esquerda da meta do goleiro Ravel.
Oito minutos depois, foi a vez de Neto Costa, igualmente após rápida chegada do Guarani ao ataque, ficar na cara do gol, e também colocar a bola à esquerda da meta adversária.
Aí, ocorreu o inacreditável aos 49 minutos do segundo tempo, quando Matheus Lagoa finalizou, a bola resvalou em um jogador bugrino, ganhou altura e traiu o goleiro Caíque França, que estava avançado e não conseguiu evitar que ela entrasse no seu canto esquerdo.





































































































































