Guanaes cobra Mirassol e vê decisão aberta na Libertadores

O duelo de volta recolocará o Mirassol diante da altitude equatoriana, onde o clube já jogou durante a fase de grupos

Rafael Guanaes cobrou maior maturidade e consistência da equipe, apontando que falhas de tomada de decisão têm custado caro

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Rafael Guanaes em Mirassol x LDU - Foto: Pedro Zacchi / Agência Mirassol

Mirassol, SP, 14 (AFI) – O empate por 1 a 1 entre Mirassol e LDU (EQU) no Maião deixou um gosto amargo no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Após ver a equipe ceder a igualdade e sofrer seu primeiro gol em casa na competição, Rafael Guanaes cobrou maior maturidade e consistência da equipe, apontando que falhas de tomada de decisão têm custado caro em duelos decisivos.

Apesar da frustração, o treinador demonstrou plena confiança na busca pela vaga em Quito e tratou a classificação para as quartas de final como uma disputa em aberto.

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“Precisamos ser mais consistentes, especialmente para termos mais dificuldade para sermos vazados. Fazer gol é muito difícil, por mais que tenhamos volume, e os jogos são decididos em cada detalhe. Temos dado oportunidades ao adversário em situações que nascem de tomadas de decisão nossas e algumas precipitações”, analisou Guanaes.

“O confronto está em aberto, existe uma dificuldade extra no jogo de lá, mas talvez seja justamente nesse cenário que possamos encontrar essa solidez. Eles também vão ter que fazer força para ganhar de nós. Acredito que a palavra seja consistência”, completou.

FALTA EFICIÊNCIA?

Ao avaliar a postura tática do Leão, Guanaes enxergou momentos distintos ao longo dos 90 minutos. A equipe paulista teve dificuldades no primeiro tempo por conta de erros na construção, mas conseguiu tomar o controle na etapa final — embora tenha pecado na hora de traduzir o domínio em vantagem no placar.

“O volume deles no primeiro tempo foi muito em decorrencia dos nossos erros. Não estávamos conseguindo trabalhar a bola, eles nos pressionaram e demoramos para fazer a leitura de como progredir. Quando conseguíamos avançar, acelerávamos demais o jogo”, ponderou.

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“Faltou discernimento para entender a velocidade da circulação e o melhor momento para atacar. No segundo tempo tivemos mais controle, mas controle precisa ter eficiência e eficácia para realmente ser relevante. São pontos que estamos tentando equilibrar”, explicou.

OLHO NA VOLTA

O duelo de volta recolocará o Mirassol diante da altitude equatoriana, onde o clube já jogou durante a fase de grupos e acabou derrotado por 2 a 0. O treinador aposta no aprendizado adquirido naquele confronto para mudar a história da eliminatória:

“A partida que fizemos lá deixou muitas lições, principalmente pela forma como começamos o jogo. Já sabemos qual é o cenário da altitude e agora não tem mais margem: é um jogo decisivo. Se não ganharmos, voltamos para casa”, alertou.

“Confio muito na equipe e no nosso trabalho, mas precisamos saber lidar com os diferentes momentos, ser eficientes e entender que eles começam os jogos em casa muito fortes, finalizando bastante. Vamos estar preparados para o estádio, o campo, a equipe deles e a altitude”, destacou o comandante.

FOCO NO BRASILEIRÃO

Antes de embarcar para Quito na decisão continental, o Leão precisa virar a chave para o Campeonato Brasileiro. A equipe recebe o Flamengo no próximo domingo (16), às 18h30, no Maião, pela 23ª rodada da competição nacional. Guanaes fez questão de celebrar o bom momento do clube apesar da maratona intensa:

“É o calendário que conquistamos e eu não reclamo dele. Pelo contrário, sou muito grato por participar de um jogo como esse. Com certeza foi o maior jogo da história do clube e também o maior da minha carreira até aqui. Não normalizo isso”, celebrou.

“Agora temos uma sequência de jogos muito pesados e vamos viver um dia de cada vez, buscando as melhores decisões. Primeiro precisamos recuperar bem a equipe e encontrar boas soluções para o próximo jogo, e depois voltamos nossas atenções novamente para a Libertadores”, concluiu.